Eis os esquemas que estão a disposição também na escola.
ESQUEMA
SÍNTESE: PENSAMENTO LIBERAL
(SÉCULOS XVII-XVIII)
Fundamentos –
“Revolução Científica” no século XVII: mecanicismo, racionalismo,
experimentalismo.
# René Descartes (1596-1650): define o mundo através do
movimento e da extensão, isto é, o mundo é uma máquina; a dedução matemática serve
para alcançar a certeza e a verdade; a razão como o caminho para o conhecimento.
# Isaac Newton (1642-1727):
o universo é regido por leis e estas são próprias da natureza (physis).
Princípios
Gerais e Comuns a todos os pensadores liberais
ü A
razão é o guia infalível tanto para alcançar o conhecimento quanto para a
liberdade (a razão liberta);
ü A
razão é essencial/necessária para estabelecer o controle do que é irracional [é
necessário que tudo não escape do controle racional]; o corpo e o desejo são
suspeitos de desviar as energias para o que é produtivo;
ü Existem
leis naturais que são universais;
ü Todos
os seres humanos nascem com direitos, os direitos naturais, portanto, todos são
iguais perante a natureza e as desigualdades são geradas pela sociedade;
ü Garantir
os direitos naturais exige um governo representativo e cuja ação esteja
limitada pelas leis estabelecidas a partir de um consenso (constitucional);
ü Criticam
as ações dos governos absolutistas que são justificados pela Teoria do Direito
Divino;
ü Fazem
oposição às ações da Igreja Católica (controle cultural, principalmente
educacional);
Criticam a política
econômica adotadas pelos Estados absolutista, o mercantilismo, que impedia o
livre desenvolvimento das “forças produtivas”.
John
Locke (1632-1704): empirista (acreditava que as ideias provinham
das sensações e percepções, das experiências)
# Segundo tratado sobre o Governo Civil
ü Parte
da constatação de que em estado natural os seres humanos são tão livres que não
possuem garantias de seus direitos naturais – vida, liberdades, bens, aos quais
denomina propriedade [privada];
ü O
governo civil deve ser estabelecido como resultado de um acordo entre os seres
humanos reunidos em sociedade; e deve estabelecer leis que possibilitem as
garantias dos direitos naturais [da propriedade privada], portanto, o poder que
deve prevalecer é o de elaborar leis – no Parlamento reside esse poder e o
governo é por este escolhido (Parlamentarismo);
ü O
“povo” tem o direito de revolta contra o governo caso este não atenda aos
interesses de “todos” [porém a revolta deve ocorrer através do Parlamento]; Lança as bases do
individualismo liberal, ou de uma “democracia liberal individualista”.
Jean-Jacques
Rousseau (1712-1778): naturalista
# Do Contrato Social
ü Parte
da mesma constatação de Locke: existem os direitos naturais que devem ser
preservados;
ü A
preservação dos direitos naturais só pode ocorrer através de um acordo entre as
pessoas que unem em sociedade, cedendo igualmente direitos para que se tornem
iguais em sociedade;
ü O
acordo, isto é, o Contrato Social preserva a liberdade e a igualdade;
ü Deve
prevalecer a vontade geral e o governo deve executá-la
ü A
soberania reside no “povo” e se manifesta na elaboração das leis [legislativo]
e na ratificação popular [democracia direta ou participativa]; esta soberania é
indivisível e traz a cidadania;
# Critica a ordem [as
convenções] burguesa que se estabelecia na sociedade francesa.
Voltaire [François-Marie Arouet] (1694-1778): satírico, sua obra critica a sociedade francesa;
exilado na Inglaterra admirava o governo parlamentarista; nutria certo desprezo
a respeito das camadas populares.
Montesquieu
[Charles-Louis de Secondat] (1689-1755): a obra mais conhecida, “Do Espírito
das Leis”, estabelece a necessidade de separar os poderes do Estado para que
não houvesse abuso, os poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário) se
limitariam; da mesma maneira de Voltaire, nutria certo desprezo a respeito das
camadas populares.
Denis Diderot (1713-1784); Jean le Rond D’Alambert (1717-1783)
ASSEMBLÉIA DOS NOTÁVEIS [1787-1788]:
ASSEMBLÉIA NACIONAL [17/6] e ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE
[27/6/1789-30/9/1791]
FASES
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Transformações na Produção Industrial
CONSEQUÊNCIAS
Taylorismo – Frederick W. Taylor (1856-1915)
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL = ACELERAÇÃO DO PROCESSO
PRODUTIVO
TEORIAS RACIALISTAS – SÉCULO XIX
Pensamento Econômico
#Fisiocracia:
literalmente, o governo da natureza; as leis naturais agiriam sobre as
atividades produtivas e comerciais.
ü A
agricultura é produtora de riqueza; e o comércio serviria apenas para
distribuir a riqueza;
ü O
imposto sobre a renda deveria ser único;
ü Defendiam
a liberdade e o individualismo econômicos.
François
Quesnay (1694-1774)
Anne Robert
Jacques Turgot (1727-1781)
- “laissez
faire, laissez aller, laissez passer" (deixai fazer, deixai ir,
deixar passar): sintetiza, de certa maneira, os princípios econômicos liberais
– a liberdade econômica só seria limita pela ação natural no mercado.
# Economia Política
Clássica (Liberalismo Econômico)
Adam Smith
(1723-1790): a fonte de toda a riqueza encontra-se no trabalho, não na terra e no
comércio; o interesse individual deve guiar as ações (egoísmo criativo);
defendia a divisão de trabalho nas atividades econômica para maior eficácia; o
Estado deve ser apenas um mediador e garantir os direitos individuais; o
individualismo traz progresso e a liberdade é contingência do mercado.
Thomas Malthus (1766-1843): para o desenvolvimento econômico é
preciso controle populacional, pois o crescimento populacional ocorre em PG,
enquanto o crescimento dos meios de subsistência em PA.
- O “projeto” liberal, seja francês [Iluminismo] ou inglês,
é burguês. As idéias, mesmo mais radicais, como as de Rousseau, sofrem
as limitações impostas pelos interesses burgueses.
- Os princípios liberais se ajustaram ao desenvolvimento
das forças produtivas gerenciadas por elementos burgueses desejosos de
controlar a máquina político-administrativa.
- Por suas limitações, liberalismo [individualismo] se distancia
da democracia [de conotação popular e coletivista]
- O liberalismo põe
em discussão, além dos princípios de liberdade e de igualdade, a noção de
cidadania: a tomada de consciência de pertencer a uma comunidade que está
envolvida em relações sociais de direitos e deveres em busca de harmonizar
interesses públicos e privados.
ESQUEMA
SÍNTESE: REVOLUÇÕES BURGUESAS - (SÉCULOS XVII-XVIII)
FUNDAMENTO/CONCEITO: movimento de superação do Feudalismo e
do Antigo Regime no campo principalmente político, que possibilitou a
construção de uma ordem capitalista; esta sob a liderança da Burguesia, classe
social em constituição e ascensão. Nesses movimentos, que se estenderam entre
os séculos XVII a XIX, setores da Burguesia passaram a questionar a ordem
Feudal/Absolutista, a partir do momento em que seus interesses estiveram
ameaçados; ora um setor ora outro passou a tomar a liderança dos movimentos; estes
foram iniciados por setores populares, que constituíram “ideologias” populares
[levellers, diggers, sans-culottes] em oposição aos interesses dos setores
burgueses dominantes. Esses movimentos influenciaram outros movimentos europeus
[nacionalistas] e latino-americanos [emancipação] no século XIX
REVOLUÇÕES INGLESAS – SÉCULO XVII
A situação Inglesa
Desenvolvimento econômico
Expansão comercial e colonial: ocupação de regiões na
América do Norte e feitorias em regiões do Caribe e da África; Atividade de
corsários [corso];
Política Mercantilista: protecionismo e incentivo à
proteção;
Crescimento da produção agrícola e industrial – cercamentos,
manufaturas [principalmente as indústrias têxtil e naval].
Diversificação Social
Campo - Gentry: pequena nobreza – envolviam-se com negócios
[“empresários” agrícolas] e os cercamentos; Yeomen: arrendatários e
proprietários não nobres envolvidos com negócios e com os cercamentos; Jornaleiros:
trabalhadores de jornada; essa camada engrossa-se com servos libertos e expropriados
pela expansão dos cercamentos desde os séculos XV e XVI.
Cidade - Gentry: pequena nobreza envolvida com o comércio e
a produção industrial; Setores da Burguesia: envolvidos diretamente com o
comércio e a produção industrial; Trabalhadores urbanos.
Contexto Político
As tentativas dos monarcas da dinastia Stuart [que assumiram
o trono após a morte de Elizabeth I, em 1603] de fortalecimento do poder nos
moldes da monarquia francesa [de Direito Divino], chocaram-se com as tradições
políticas e os interesses dos setores em ascensão (acima), da Nobreza e da
chamada Alta Burguesia; primeiro com James I [1603-1625] e depois com Charles I
[1625-1648].
Medidas tomadas pelos monarcas:
Aumento de impostos – suprir as necessidades militares nos
conflitos com a Escócia, na Irlanda e no Continente Europeu [Guerra dos Trinta
Anos, 1618-1648];
Restrições aos cercamentos – atingem principalmente a
Gentry, os Yeomen e setores da Burguesia;
Afastamento de elementos da Gentry do círculo de poder;
Reforço aos privilégios dos Pares do Reino [Alta Nobreza];
Reafirmação do anglicanismo [religião fundada por Henrique
VIII, Tudor, no século XVI] e perseguição aos protestantes radicais [puritanos
e presbiterianos] e católicos.
Situação no Parlamento:
Maioria dos representantes era formada por protestantes não
anglicanos;
A rivalidade com a França era muito forte para que pudessem
aceitar um modelo monárquico daquele país;
Proximidade da realeza [Stuarts] com os católicos franceses;
Ameaça à tradição de representação e constituição presente
com o Parlamento.
Acontecimentos
1628 - Bill of Rights – petição para garantias de direitos;
Proibição de o Rei manter um exército permanente; Novos impostos só poderiam
ser aprovados pelo Parlamento.
1637 - Curto Parlamento – dissolução pelo Rei em represália
à oposição.
1640 - Longo Parlamento – oposição às medidas do Rei;
abolição da independência Real em relação às finanças; destruição da máquina
burocrática Real; imposição do controle sobre a Igreja Anglicana pelo
Parlamento.
Repressão por parte do Rei e resistência dos representantes
reunidos no Parlamento.
1641 - Rompimento com o Rei e início dos conflitos
Forças Político-Religiosas em choque
Ao lado do Rei[Representavam
regiões do Norte e Oeste da Inglaterra]:
Nobreza Feudal [Pares do Reino, Alta Nobreza];
Burguesia Mercantilista [monopolista e privilegiada]; Clero
Anglicano; Setores da Gentry.
Anglicanos e Católicos
Eram favoráveis a uma monarquia absolutista nos moldes
franceses [Direito Divino];
Parlamento [Representavam regiões do Leste e Sul da
Inglaterra]
Setores da Burguesia Mercantilista;
Burguesia Manufatureira e comercial;
Pequena burguesia; Setores da Alta Nobreza e da Gentry;
Yeomen;
Trabalhadores urbanos e rurais.
Presbiterianos - Posições mais moderadas e favoráveis a
estabelecer compromissos com o Rei.
Puritanos e Independentes - Posições mais radicais; alguns
grupos chegavam a defender uma república.
O exército formado pelo Parlamento constituía-se
predominantemente por puritanos e independentes:
Levellers [niveladores]: pequenos proprietários com maior
atuação.
Diggers [cavadores ou “true levellers”]: muitos eram
expropriados e desejosos de possuírem terras; são os mais extremistas.
Guerra Civil [1641-1646]
Melhor organização dos exércitos do Parlamento, principalmente
liderados pelos puritanos
Oliver Cromwell forma o New Model Army
Derrota das Forças Reais e prisão de Charles I
Divisão das forças do Parlamento [1646-1649]
Conflito de interesses quanto ao futuro do governo:
manutenção da monarquia com os Stuarts ou outro Regime.
Vitória Puritana
Revolução Puritana [1649-1660]
Protetorado de Oliver Cromwell [1599-1658] e a República;
Abolição da Câmara dos Lords e da Monarquia; e Execução de
Charles I por traição, 1649;
Formação da Commonwealth e Unificação da Inglaterra, Escócia
e Irlanda;
Repressão aos radicais e realistas; e abolição dos domínios
tradicionais feudais e confisco dos bens das Igrejas, da Coroa e dos realistas;
1651: Atos de Navegação – medidas protecionistas para
incentivar as atividades industriais e comerciais;
Expansão comercial e colonial e Guerra contra a Holanda
[Países Baixos], 1652-1654, por interesses de controle comercial marítimo;
Dissolução do Parlamento;
Disputas internas após a morte de Cromwell (1658) e oposição
de setores presbiterianos puseram fim à República.
Restauração [1660-1689]
Charles II [1630-1685]
assume o trono e reestabelecem a monarquia e o fortalecimento do poder
real; reestabelecimento do Parlamento e a formação de dois grupos – Wigh
(liberal) e Torie (conservador); período em que há a expansão inglesa com a manutenção
de algumas estruturas construídas durante a República;
James II [1633-1702] tenta fortalecer cada vez mais o poder
Real com a intenção de transformar a monarquia inglesa nos moldes franceses, o
que faz com que a oposição aumente no Parlamento.
Revolução Gloriosa [1688-1689]
Unidade das forças políticas no Parlamento para encontrar
uma solução de compromisso e moderada; deposição de James II.
- evitar levantes populares e garantir os interesses da
burguesia e da gentry;
- Declaração de Direitos e implantação da Monarquia
Parlamentarista;
- assume o trono Guilherme [1650-1702], príncipe de Orange
[Holanda], genro de James II – inaugura a Dinastia de Hannover, depois Windsor.
- Garantia de controle da burguesia e de setores
aburguesados sobre o Estado.
- Permitiu maior espaço para o crescimento das atividades
industriais e comerciais, assim como para a acumulação de capitais.
- Isso foi fundamental para consolidar a posição política
Inglesa diante da França e abrir caminho para a Revolução Industrial
REVOLUÇÃO FRANCESA - SÉCULO XVIII
SOCIEDADE FRANCESA
-
80% da população vivia no campo
- Sociedade Estamental [de Estados]: pouca mobilidade entre
os estamentos
1º
Estado: CLERO – 120 mil, a maioria do Baixo Clero; a maioria do Alto Clero
tinha origem na Nobreza.
2º
Estado: NOBREZA – 350 mil; privilegiados e com muitos direitos; sustentam-se
com as rendas tradicionais feudais e/ou com as rendas dadas pelo Estado Francês Alta Nobreza [Aristocracia]:
viviam no luxo sustentado pelo Estado; as rendas estagnaram [no contexto da
segunda metade do século XVIII], enquanto a oferta de produtos de luxo e as
dívidas aumentaram; contraíram dívidas junto aos comerciantes e banqueiros.
Pequena Nobreza Provinciana: viviam apenas das rendas
tradicionais feudais; carregavam menos privilégios.
Nobreza Togada: Burgueses ricos que compraram títulos de
nobres; garantiam privilégios para si e verbas para o Estado.
3º
Estado: “POVO” – 24 milhões, com a maioria no campo; reuniam todos os que
viviam do próprio trabalho; recebiam a carga tributária
Camponeses: submetidos aos encargos feudais; eram servos ou
livres [diaristas, rendeiros]; havia pequenos proprietários.
Camadas Urbanas: artesãos independentes e empregados de
oficinas e manufaturas.
Pequena Burguesia: pequenos lojistas e empresários;
profissionais liberais.
Burguesia: banqueiros e arrematadores de impostos; grandes
comerciantes; industriais; comerciantes regionais.
CRISE GENERALIZADA:
- déficit financeiro crônico: gastos excessivos e pouca
arrecadação.
- prejuízos na produção agrícola; aumento do custo de vida.
- desemprego e miséria em crescimento.
- persistências feudais: entraves ao livre desenvolvimento,
como as Corporações.
- práticas mercantilistas (monopolistas) e impossibilidade
de livre desenvolvimento de setores burgueses não monopolistas.
- Aumento da divida pública do país, agravado por
extravagantes gastos reais e por guerras constantes e desastrosas, como a
Guerra dos Sete Anos (1756-63) e a Guerra de Independência das Treze Colônias,
ambas contra a Inglaterra.
- Excessiva cobrança de impostos sobre o Terceiro Estado: às
vésperas da Revolução os camponeses pagavam cerca de 80% de suas rendas em
impostos.
- Influência de Ideais Revolucionários, seja pela Revolução
Norte-Americana de 1776, seja pelo próprio florescimento de ideais do
Iluminismo.
- Profunda insatisfação das massas populares por causa da
miséria: em 1788-1789 os trabalhadores urbanos utilizavam 88% de seus salários
apenas para adquirir o pão, alimento básico na França.
- inépcia dos governos de Luís XV [1710-1774] e Luís XVI
[1754-1793]. Tentativas de acabar com a
Crise sob Luís XVI acabar com a isenção fiscal/tributária dos 1º e 2º Estados;
inspiração liberal [fisiocracia]
- Anne Robert Jacques Turgot, barão de l'Aulne. [1727-1781]
- Jacques Necker [1732-1804] – 3 vezes ministro
- Charles Alexandre, visconde de Calonne [1734-1802]
ASSEMBLÉIA DOS NOTÁVEIS [1787-1788]:
Reunião de representantes da Aristocracia e do Alto Clero;
Diante da proposta de fim da isenção fiscal, ocorreu o
rompimento com o Rei – circunstancial.
Parcela dessa nobreza deseja algumas reformas.
ASSEMBLÉIA DOS ESTADOS GERAIS [1789]:
Convocação em 1788. Reuniu representantes dos 3 Estados. Propostas
de modificação tributária e do sistema de votação. Aumento do número de
deputados [1º - 291, 2º - 270, 3º - 578].
Sem mudança no sistema de votação ocorreu uma revolta dos
deputados do 3º Estado e apoio de setores da Nobreza e do Clero.
Apoio de 290 deputados dos 1º e 2º Estados às propostas do
3º Estado
Tensões sociais em crescimento durante a escolha dos
deputados.
Cadernos de Queixas.
Rebeliões e motins urbanos, principalmente em Paris, e em
várias regiões no campo.
- Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – ago/1789
- Constituição Civil do Clero – 1790
- disputas entre os diversos grupos que se formaram com
interesses momentâneos – reformas liberais.
Aristocratas [reacionários]
Patriotas [Partido Nacional – monarquistas moderados e
constitucionais]
Constitucionais [reformistas liberais]
Triunvirato [centralistas; poder centralizado e forte]
Democratas [radicais rousseaunianos]
CONSTITUIÇÃO DE 1791: caráter liberal e burguês
REFORMADORA [1789-1792]: conciliação de interesses; reforma
do aparelho de Estado; predomínio da Burguesia Moderada; Jornadas Populares;
Guerras contra inimigos tradicionais [Áustria, Prússia, Espanha]
REVOLUCIONÁRIA E RADICAL [1792-1795]: implantação da
república; medidas de exceção [República Jacobina/Sans-culotterie]; emancipação
das colônias e fim da escravidão; novo calendário; culto à Razão; Estado
separado da Igreja; continuidade das Guerras
MODERADA E LIBERAL [1795-1799]: imposição dos interesses da
Burguesia Liberal [proprietária]; cancelamento das medidas populares da fase
anterior; aumento de tensões sociais e retorno à monarquia disfarçada com o
Consulado de Napoleão Bonaparte, após o 18 Brumário [9/11/1799]
ESQUEMA
SÍNTESE: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E IMPERIALISMO (SÉCULO XIX)
Indústria: toda forma de produção que vise o bem estar
humano
Pioneirismo Inglês
Acumulação de capitais
Supremacia
marítima conseguida durante os séculos XVII e XVIII
Estabelecimento de um “Banco Central” = Controle financeir
Setores empreendedores ligados ao comércio, à produção e aos
cercamentos
Burguesia e
Gentry
Estado sob controle de setores da Burguesia
Recursos naturais e mercados internacionais em expansão
Indústria Artesanal
Oficinas ligadas às Corporações de Ofício = Controle do processo de produção;
Trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico ficavam
limitados por rígidas regras.
Indústria Doméstica
Produção feita por camponeses e/ou artesãos em suas casas,
geralmente em conjunto Controle
do processo de produção, trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico nas
mãos dos trabalhadores;
O produto final ficava com os mercadores que procuravam burlar
as regras impostas pelas corporações de ofício.
Indústria
Manufatureira
Produção feita por camponeses e/ou artesãos reunidos em
locais [como as Work Houses], organizadas por ex-mestres ou mercadores
manufatureiros;
Controle do processo de produção, trabalho, produtividade e
desenvolvimento técnico nas mãos dos trabalhadores;
Há divisão de tarefas;
O produto final pertencia aos mercadores;
Serviam para acomodar expropriados
Indústria Fabril
Produção feita por trabalhadores reunidos em um mesmo espaço
com ferramentas fornecidas pelo dono do espaço;
Controle do processo de produção, trabalho, produtividade e
desenvolvimento técnico nas mãos do proprietário do espaço e das ferramentas
[meios de produção];
Os trabalhadores veem-se expropriados;
Imposição de disciplina, hábitos, de um “relógio moral”;
A organização da Fábrica transforma-se em modelo para a
organização social.
Proletarização definitiva dos produtores diretos;
O avanço da produção mecanizada de tecidos de algodão, os tecelões
manuais em pouco tempo ficaram arruinados/expropriados obrigados a
submeterem-se às imposições dos proprietários das fábricas;
Esse processo estende-se a outras atividades produtivas e de
serviços.
Urbanização em aceleração;
Cidades industriais se desenvolvem: a paisagem rural é
modificada com a instalação de fábricas;
Atração de milhares de camponeses expropriados a procurarem
emprego.
Expansão do comércio internacional;
Incorporação de territórios em todo o mundo;
Divisão Internacional do Trabalho: determinadas regiões
passaram a ser fornecedoras de gêneros específicos e atendem às necessidades da
produção dos países europeus, depois EUA e Japão.
Desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação;
Necessidades de transporte de mercadorias e de comunicação
entre os países em processo avançado de transformações e os territórios
dominados ou sob sua influência;
Aceleração das atividades.
Mecanização na produção agrícola;
Aceleração do êxodo rural
Desenvolvimento técnico e científico;
Vinculação entre esse desenvolvimento e as necessidades de
aprimorar a produção e os mecanismos de controle sobre os trabalhadores;
Diversificação dos campos de conhecimento.
Teorias Sociais: Desenvolvimento
de estudos e teorias que tentavam explicar a situação da população das
sociedades europeias, como as diversas correntes socialistas [utópico,
científico, libertário], o liberalismo, o positivismo; e as teorias racialistas
baseadas no determinismo darwiniano; Isso permitiu a formação da Sociologia.
Organização do Operariado: Os operários iniciam a sua
organização para lutar contra a burguesia por direitos e melhorias de condições
de trabalho e de vida.
Imperialismo: Política de anexação de territórios e
subordinação de outros territórios à influência política e econômica;
Entre as práticas encontramos o Neocolonialismo.
- separação entre tarefas de concepção e execução, entre o
saber e o fazer, este requer procedimentos mecânicos;
- divisão e subdivisão de tarefas;
- tarefas simplificadas, descartando o saber técnico dos
trabalhadores;
- controle do tempo de execução de cada movimento do
trabalhador para eliminar desperdício de tempo;
- monopolização pelo capital do conhecimento do processo
produtivo, isto é, do saber, ao cargo de uma equipe técnica submetida às
determinações patronais.
Fordismo – Henry Ford (1863 – 1947)
- aperfeiçoamento do taylorismo introduzindo a esteira móvel
– linha de montagem;
- gestão da força de trabalho levando-se em conta a vida do
trabalhador;
- o ritmo da esteira determina o ritmo de trabalho;
- ferramentas muito especializadas;
- replanejamento constante dos movimentos do trabalhador;
- produção de inovações sistemáticas de ferramentas e
máquinas para acelerar a produção. Toyotismo
– Japão após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
- utilização de maquinário sofisticado;
- terceirização de atividades;
- emprego de poucos trabalhadores adaptados à tecnologia
introduzida e organizados em pequenas equipes;
- controle de qualidade com a contribuição dos
trabalhadores, visando a otimização de custos e da produção;
- utilização do kanban (cartão), que transmite informações
visuais e informatizadas sobre os procedimentos a serem adotados pelos
trabalhadores;
- introdução do just in time (no momento certo), que permite
inverter o fluxo de comandos de serviço, submetendo a produção à demanda de
venda e montagem.
Inovações Técnicas: Motor à Combustão, Motor Elétrico,
Indústria Siderúrgica, Indústria Química.
O capitalismo monopolista e financeiro.
Monopólio Industrial: Concentração de Capital e dominação da
produção em determinadas áreas econômicas gerada pela livre concorrência.
Bolsa de Valores: Instituição típica do capitalismo. A
perspectiva de lucros pode aumentar o valor das ações.
As crises do capitalismo: 1873 – 1885: Crise econômica
gerada pelo(a): Crescimento dos Monopólios e da Produção, Falta de Mercado
Consumidor, Salários Baixos e demissões.
Trustes: fusão de diversas empresas do mesmo ramo; empresas
que dominam todas as etapas da produção.
Cartéis: grupo de grandes empresas que estabelecem entre si
um acordo com o objetivo de controlar os preços ou o mercado de um determinado
setor; acumulação horizontal de capital.
Holdings: empresa que detém o controle acionário sobre
outras empresas embora elas mantenham denominação própria e independência.
Imperialismo
Prática adotada pelos países com maior desenvolvimento
capitalista para o domínio de outras regiões. Implica estabelecer monopólio.
Um monopólio imperialista domina e explora determinado país
obtendo principalmente: Matérias-Primas Baratas; Mercado Consumidor;
Mão-de-Obra Barata e Abundante.
Com isso criou-se a “Divisão Internacional do Trabalho”
[DIT]: Países Periféricos exportam gêneros primários; Países imperialistas
exportam produtos industriais.
Neocolonialismo
Justificativa: Superioridade Europeia - Características
Biológicas; Fé Religiosa: Cristianismo; Desenvolvimento Técnico e Científico.
A “Diplomacia do Canhão”
“O Fardo do Homem
Branco”: Missão civilizatória
Consequências Desestruturação
de sistemas produtivos locais.
Fome endêmica, miséria crônica.
Submissão econômica das regiões dominadas.
Agravamento de conflitos regionais.
Disputas imperialistas e I Guerra Mundial (1914-1918)
Dilema sobre a igualdade: seria inata e/ou somente formal
(garantida pela lei)
A superioridade “racial” estaria entre os europeus: brancos,
principalmente de origem ariana.
Charles
Darwin (1809-1882): teoria da Seleção Natural; Evolução das Espécies.
Etnocentrismo – desde o século XVI – a Europa e a cultura
europeia seriam superiores e o centro do mundo.
O escravismo era visto como incompatível com o liberalismo,
pois impede o desenvolvimento.
Civilização Europeia=parâmetro para julgar e subjugar outros
povos.
Darwinismo social:
- Herbert Spencer (1820-1903).
- o evolucionismo para explicar o desenvolvimento das
sociedades.
- os mais fortes seriam os superiores.
No Brasil
- clima tropical seria prejudicial ao desenvolvimento de um
povo, de uma “raça”, pois geraria doenças.
- o calor tropical geraria apatia, indolência, preguiça e
até a covardia – afirmara também, no século XVIII, Montesquieu (1689-1755).
- revelava pessimismo quanto às possibilidades de
desenvolvimento do Brasil no século XX. Determinismo
geoclimático:
- Henry Thomas Buckle (1821-1862).
- o clima e o meio ambiente influenciavam diretamente a
formação e o desenvolvimento de um povo, de uma “raça”.
Joaquim Nabuco (1849-1910)
“[...] impede a imigração, desonra o trabalho manual,
retarda a aparição de indústrias, excita o ódio entre as classes.” Silvio Romero (1851-1914)
“[...] o servilismo do negro, a preguiça do índio e o gênio
autoritário e tacanho do português, que produziram uma nação informe sem
qualidades fecundas e originais.”
- formara-se uma sub-raça. Miscigenação=degeneração
racial e social
- Joseph Arthur De Gobineau (1816-1882): a mistura poderia
produzir seres estéreis.
- Louis Agassiz (1807-1873): a mistura resulta em uma
espécie que não é definida; deficiente física e mentalmente.
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