domingo, 3 de março de 2013

Esquemas de Apoio


           Eis os esquemas que estão a disposição também na escola.
ESQUEMA SÍNTESE: PENSAMENTO LIBERAL
 (SÉCULOS XVII-XVIII)      
Fundamentos – “Revolução Científica” no século XVII: mecanicismo, racionalismo, experimentalismo.
# René Descartes (1596-1650): define o mundo através do movimento e da extensão, isto é, o mundo é uma máquina; a dedução matemática serve para alcançar a certeza e a verdade; a razão como o caminho para o conhecimento.
# Isaac Newton (1642-1727): o universo é regido por leis e estas são próprias da natureza (physis).
 
Princípios Gerais e Comuns a todos os pensadores liberais
ü A razão é o guia infalível tanto para alcançar o conhecimento quanto para a liberdade (a razão liberta);
ü A razão é essencial/necessária para estabelecer o controle do que é irracional [é necessário que tudo não escape do controle racional]; o corpo e o desejo são suspeitos de desviar as energias para o que é produtivo;
ü Existem leis naturais que são universais;
ü Todos os seres humanos nascem com direitos, os direitos naturais, portanto, todos são iguais perante a natureza e as desigualdades são geradas pela sociedade;
ü Garantir os direitos naturais exige um governo representativo e cuja ação esteja limitada pelas leis estabelecidas a partir de um consenso (constitucional);
ü Criticam as ações dos governos absolutistas que são justificados pela Teoria do Direito Divino;
ü Fazem oposição às ações da Igreja Católica (controle cultural, principalmente educacional);
Criticam a política econômica adotadas pelos Estados absolutista, o mercantilismo, que impedia o livre desenvolvimento das “forças produtivas”.
John Locke (1632-1704): empirista (acreditava que as ideias provinham das sensações e percepções, das experiências)
# Segundo tratado sobre o Governo Civil
ü Parte da constatação de que em estado natural os seres humanos são tão livres que não possuem garantias de seus direitos naturais – vida, liberdades, bens, aos quais denomina propriedade [privada];
ü O governo civil deve ser estabelecido como resultado de um acordo entre os seres humanos reunidos em sociedade; e deve estabelecer leis que possibilitem as garantias dos direitos naturais [da propriedade privada], portanto, o poder que deve prevalecer é o de elaborar leis – no Parlamento reside esse poder e o governo é por este escolhido (Parlamentarismo);
ü O “povo” tem o direito de revolta contra o governo caso este não atenda aos interesses de “todos” [porém a revolta deve ocorrer através do Parlamento]; Lança as bases do individualismo liberal, ou de uma “democracia liberal individualista”.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): naturalista
# Do Contrato Social
ü Parte da mesma constatação de Locke: existem os direitos naturais que devem ser preservados;
ü A preservação dos direitos naturais só pode ocorrer através de um acordo entre as pessoas que unem em sociedade, cedendo igualmente direitos para que se tornem iguais em sociedade;
ü O acordo, isto é, o Contrato Social preserva a liberdade e a igualdade;
ü Deve prevalecer a vontade geral e o governo deve executá-la
ü A soberania reside no “povo” e se manifesta na elaboração das leis [legislativo] e na ratificação popular [democracia direta ou participativa]; esta soberania é indivisível e traz a cidadania;
# Critica a ordem [as convenções] burguesa que se estabelecia na sociedade francesa.
 
Voltaire [François-Marie Arouet] (1694-1778): satírico, sua obra critica a sociedade francesa; exilado na Inglaterra admirava o governo parlamentarista; nutria certo desprezo a respeito das camadas populares.
Montesquieu [Charles-Louis de Secondat] (1689-1755): a obra mais conhecida, “Do Espírito das Leis”, estabelece a necessidade de separar os poderes do Estado para que não houvesse abuso, os poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário) se limitariam; da mesma maneira de Voltaire, nutria certo desprezo a respeito das camadas populares.
Denis Diderot (1713-1784); Jean le Rond D’Alambert (1717-1783)
 
Pensamento Econômico
#Fisiocracia: literalmente, o governo da natureza; as leis naturais agiriam sobre as atividades produtivas e comerciais.
ü A agricultura é produtora de riqueza; e o comércio serviria apenas para distribuir a riqueza;
ü O imposto sobre a renda deveria ser único;
ü Defendiam a liberdade e o individualismo econômicos.
François Quesnay (1694-1774)
Anne Robert Jacques Turgot (1727-1781)
- “laissez faire, laissez aller, laissez passer" (deixai fazer, deixai ir, deixar passar): sintetiza, de certa maneira, os princípios econômicos liberais – a liberdade econômica só seria limita pela ação natural no mercado.
# Economia Política Clássica (Liberalismo Econômico)
Adam Smith (1723-1790): a fonte de toda a riqueza encontra-se no trabalho, não na terra e no comércio; o interesse individual deve guiar as ações (egoísmo criativo); defendia a divisão de trabalho nas atividades econômica para maior eficácia; o Estado deve ser apenas um mediador e garantir os direitos individuais; o individualismo traz progresso e a liberdade é contingência do mercado.
Thomas Malthus (1766-1843): para o desenvolvimento econômico é preciso controle populacional, pois o crescimento populacional ocorre em PG, enquanto o crescimento dos meios de subsistência em PA.
 
- O “projeto” liberal, seja francês [Iluminismo] ou inglês, é burguês. As idéias, mesmo mais radicais, como as de Rousseau, sofrem as limitações impostas pelos interesses burgueses.
- Os princípios liberais se ajustaram ao desenvolvimento das forças produtivas gerenciadas por elementos burgueses desejosos de controlar a máquina político-administrativa.
- Por suas limitações, liberalismo [individualismo] se distancia da democracia [de conotação popular e coletivista]
- O liberalismo põe em discussão, além dos princípios de liberdade e de igualdade, a noção de cidadania: a tomada de consciência de pertencer a uma comunidade que está envolvida em relações sociais de direitos e deveres em busca de harmonizar interesses públicos e privados.
ESQUEMA SÍNTESE: REVOLUÇÕES BURGUESAS - (SÉCULOS XVII-XVIII)

FUNDAMENTO/CONCEITO: movimento de superação do Feudalismo e do Antigo Regime no campo principalmente político, que possibilitou a construção de uma ordem capitalista; esta sob a liderança da Burguesia, classe social em constituição e ascensão. Nesses movimentos, que se estenderam entre os séculos XVII a XIX, setores da Burguesia passaram a questionar a ordem Feudal/Absolutista, a partir do momento em que seus interesses estiveram ameaçados; ora um setor ora outro passou a tomar a liderança dos movimentos; estes foram iniciados por setores populares, que constituíram “ideologias” populares [levellers, diggers, sans-culottes] em oposição aos interesses dos setores burgueses dominantes. Esses movimentos influenciaram outros movimentos europeus [nacionalistas] e latino-americanos [emancipação] no século XIX

REVOLUÇÕES INGLESAS – SÉCULO XVII

A situação Inglesa         

Desenvolvimento econômico  

Expansão comercial e colonial: ocupação de regiões na América do Norte e feitorias em regiões do Caribe e da África; Atividade de corsários [corso];

Política Mercantilista: protecionismo e incentivo à proteção;

Crescimento da produção agrícola e industrial – cercamentos, manufaturas [principalmente as indústrias têxtil e naval].

Diversificação Social     

Campo - Gentry: pequena nobreza – envolviam-se com negócios [“empresários” agrícolas] e os cercamentos; Yeomen: arrendatários e proprietários não nobres envolvidos com negócios e com os cercamentos; Jornaleiros: trabalhadores de jornada; essa camada engrossa-se com servos libertos e expropriados pela expansão dos cercamentos desde os séculos XV e XVI.

Cidade - Gentry: pequena nobreza envolvida com o comércio e a produção industrial; Setores da Burguesia: envolvidos diretamente com o comércio e a produção industrial; Trabalhadores urbanos.

Contexto Político            

As tentativas dos monarcas da dinastia Stuart [que assumiram o trono após a morte de Elizabeth I, em 1603] de fortalecimento do poder nos moldes da monarquia francesa [de Direito Divino], chocaram-se com as tradições políticas e os interesses dos setores em ascensão (acima), da Nobreza e da chamada Alta Burguesia; primeiro com James I [1603-1625] e depois com Charles I [1625-1648].

Medidas tomadas pelos monarcas:

Aumento de impostos – suprir as necessidades militares nos conflitos com a Escócia, na Irlanda e no Continente Europeu [Guerra dos Trinta Anos, 1618-1648];

Restrições aos cercamentos – atingem principalmente a Gentry, os Yeomen e setores da Burguesia;

Afastamento de elementos da Gentry do círculo de poder;

Reforço aos privilégios dos Pares do Reino [Alta Nobreza];

Reafirmação do anglicanismo [religião fundada por Henrique VIII, Tudor, no século XVI] e perseguição aos protestantes radicais [puritanos e presbiterianos] e católicos.

Situação no Parlamento:

Maioria dos representantes era formada por protestantes não anglicanos;

A rivalidade com a França era muito forte para que pudessem aceitar um modelo monárquico daquele país;

Proximidade da realeza [Stuarts] com os católicos franceses;

Ameaça à tradição de representação e constituição presente com o Parlamento.

Acontecimentos

1628 - Bill of Rights – petição para garantias de direitos; Proibição de o Rei manter um exército permanente; Novos impostos só poderiam ser aprovados pelo Parlamento.

1637 - Curto Parlamento – dissolução pelo Rei em represália à oposição.

1640 - Longo Parlamento – oposição às medidas do Rei; abolição da independência Real em relação às finanças; destruição da máquina burocrática Real; imposição do controle sobre a Igreja Anglicana pelo Parlamento.

Repressão por parte do Rei e resistência dos representantes reunidos no Parlamento.

1641 - Rompimento com o Rei e início dos conflitos

Forças Político-Religiosas em choque

Ao lado do Rei[Representavam regiões do Norte e Oeste da Inglaterra]:

Nobreza Feudal [Pares do Reino, Alta Nobreza];

Burguesia Mercantilista [monopolista e privilegiada]; Clero Anglicano; Setores da Gentry.        

Anglicanos e Católicos  

Eram favoráveis a uma monarquia absolutista nos moldes franceses [Direito Divino];

Parlamento [Representavam regiões do Leste e Sul da Inglaterra]        

Setores da Burguesia Mercantilista;

Burguesia Manufatureira e comercial;

Pequena burguesia; Setores da Alta Nobreza e da Gentry; Yeomen;

Trabalhadores urbanos e rurais.             

Presbiterianos - Posições mais moderadas e favoráveis a estabelecer compromissos com o Rei.

Puritanos e Independentes - Posições mais radicais; alguns grupos chegavam a defender uma república.

O exército formado pelo Parlamento constituía-se predominantemente por puritanos e independentes:       

Levellers [niveladores]: pequenos proprietários com maior atuação.

Diggers [cavadores ou “true levellers”]: muitos eram expropriados e desejosos de possuírem terras; são os mais extremistas.

Guerra Civil [1641-1646]              

Melhor organização dos exércitos do Parlamento, principalmente liderados pelos puritanos   

Oliver Cromwell forma o New Model Army

Derrota das Forças Reais e prisão de Charles I

Divisão das forças do Parlamento [1646-1649]  

Conflito de interesses quanto ao futuro do governo: manutenção da monarquia com os Stuarts ou outro Regime.      

Vitória Puritana

Revolução Puritana [1649-1660]              

Protetorado de Oliver Cromwell [1599-1658] e a República;

Abolição da Câmara dos Lords e da Monarquia; e Execução de Charles I por traição, 1649;

Formação da Commonwealth e Unificação da Inglaterra, Escócia e Irlanda;

Repressão aos radicais e realistas; e abolição dos domínios tradicionais feudais e confisco dos bens das Igrejas, da Coroa e dos realistas;

1651: Atos de Navegação – medidas protecionistas para incentivar as atividades industriais e comerciais;

Expansão comercial e colonial e Guerra contra a Holanda [Países Baixos], 1652-1654, por interesses de controle comercial marítimo;

Dissolução do Parlamento;

Disputas internas após a morte de Cromwell (1658) e oposição de setores presbiterianos puseram fim à República.

Restauração [1660-1689]            

Charles II [1630-1685]  assume o trono e reestabelecem a monarquia e o fortalecimento do poder real; reestabelecimento do Parlamento e a formação de dois grupos – Wigh (liberal) e Torie (conservador); período em que há a expansão inglesa com a manutenção de algumas estruturas construídas durante a República;

James II [1633-1702] tenta fortalecer cada vez mais o poder Real com a intenção de transformar a monarquia inglesa nos moldes franceses, o que faz com que a oposição aumente no Parlamento.

Revolução Gloriosa [1688-1689]              

Unidade das forças políticas no Parlamento para encontrar uma solução de compromisso e moderada; deposição de James II.           

- evitar levantes populares e garantir os interesses da burguesia e da gentry;

- Declaração de Direitos e implantação da Monarquia Parlamentarista;

- assume o trono Guilherme [1650-1702], príncipe de Orange [Holanda], genro de James II – inaugura a Dinastia de Hannover, depois Windsor.

- Garantia de controle da burguesia e de setores aburguesados sobre o Estado.

- Permitiu maior espaço para o crescimento das atividades industriais e comerciais, assim como para a acumulação de capitais.

- Isso foi fundamental para consolidar a posição política Inglesa diante da França e abrir caminho para a Revolução Industrial

 

REVOLUÇÃO FRANCESA - SÉCULO XVIII

SOCIEDADE FRANCESA                
- 80% da população vivia no campo

- Sociedade Estamental [de Estados]: pouca mobilidade entre os estamentos

                1º Estado: CLERO – 120 mil, a maioria do Baixo Clero; a maioria do Alto Clero tinha origem na Nobreza.

                2º Estado: NOBREZA – 350 mil; privilegiados e com muitos direitos; sustentam-se com as rendas tradicionais feudais e/ou com as rendas dadas pelo Estado Francês               Alta Nobreza [Aristocracia]: viviam no luxo sustentado pelo Estado; as rendas estagnaram [no contexto da segunda metade do século XVIII], enquanto a oferta de produtos de luxo e as dívidas aumentaram; contraíram dívidas junto aos comerciantes e banqueiros.

Pequena Nobreza Provinciana: viviam apenas das rendas tradicionais feudais; carregavam menos privilégios.

Nobreza Togada: Burgueses ricos que compraram títulos de nobres; garantiam privilégios para si e verbas para o Estado.

                3º Estado: “POVO” – 24 milhões, com a maioria no campo; reuniam todos os que viviam do próprio trabalho; recebiam a carga tributária        

Camponeses: submetidos aos encargos feudais; eram servos ou livres [diaristas, rendeiros]; havia pequenos proprietários.

Camadas Urbanas: artesãos independentes e empregados de oficinas e manufaturas.

Pequena Burguesia: pequenos lojistas e empresários; profissionais liberais.

Burguesia: banqueiros e arrematadores de impostos; grandes comerciantes; industriais; comerciantes regionais.

 

CRISE GENERALIZADA:

- déficit financeiro crônico: gastos excessivos e pouca arrecadação.

- prejuízos na produção agrícola; aumento do custo de vida.

- desemprego e miséria em crescimento.

- persistências feudais: entraves ao livre desenvolvimento, como as Corporações.

- práticas mercantilistas (monopolistas) e impossibilidade de livre desenvolvimento de setores burgueses não monopolistas.

- Aumento da divida pública do país, agravado por extravagantes gastos reais e por guerras constantes e desastrosas, como a Guerra dos Sete Anos (1756-63) e a Guerra de Independência das Treze Colônias, ambas contra a Inglaterra.

- Excessiva cobrança de impostos sobre o Terceiro Estado: às vésperas da Revolução os camponeses pagavam cerca de 80% de suas rendas em impostos.

- Influência de Ideais Revolucionários, seja pela Revolução Norte-Americana de 1776, seja pelo próprio florescimento de ideais do Iluminismo.

- Profunda insatisfação das massas populares por causa da miséria: em 1788-1789 os trabalhadores urbanos utilizavam 88% de seus salários apenas para adquirir o pão, alimento básico na França.

- inépcia dos governos de Luís XV [1710-1774] e Luís XVI [1754-1793].   Tentativas de acabar com a Crise sob Luís XVI acabar com a isenção fiscal/tributária dos 1º e 2º Estados; inspiração liberal [fisiocracia]

- Anne Robert Jacques Turgot, barão de l'Aulne. [1727-1781]

- Jacques Necker [1732-1804] – 3 vezes ministro

- Charles Alexandre, visconde de Calonne [1734-1802]

ASSEMBLÉIA DOS NOTÁVEIS [1787-1788]:

Reunião de representantes da Aristocracia e do Alto Clero;

Diante da proposta de fim da isenção fiscal, ocorreu o rompimento com o Rei – circunstancial.

Parcela dessa nobreza deseja algumas reformas.          

ASSEMBLÉIA DOS ESTADOS GERAIS [1789]:

Convocação em 1788. Reuniu representantes dos 3 Estados. Propostas de modificação tributária e do sistema de votação. Aumento do número de deputados [1º - 291, 2º - 270, 3º - 578].

Sem mudança no sistema de votação ocorreu uma revolta dos deputados do 3º Estado e apoio de setores da Nobreza e do Clero.   

Apoio de 290 deputados dos 1º e 2º Estados às propostas do 3º Estado              

Tensões sociais em crescimento durante a escolha dos deputados.

Cadernos de Queixas.

Rebeliões e motins urbanos, principalmente em Paris, e em várias regiões no campo.

 
ASSEMBLÉIA NACIONAL [17/6] e ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE [27/6/1789-30/9/1791]

- Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – ago/1789

- Constituição Civil do Clero – 1790

- disputas entre os diversos grupos que se formaram com interesses momentâneos – reformas liberais.         

Aristocratas [reacionários]

Patriotas [Partido Nacional – monarquistas moderados e constitucionais]

Constitucionais [reformistas liberais]

Triunvirato [centralistas; poder centralizado e forte]

Democratas [radicais rousseaunianos]

CONSTITUIÇÃO DE 1791: caráter liberal e burguês

 
FASES  

REFORMADORA [1789-1792]: conciliação de interesses; reforma do aparelho de Estado; predomínio da Burguesia Moderada; Jornadas Populares; Guerras contra inimigos tradicionais [Áustria, Prússia, Espanha]

REVOLUCIONÁRIA E RADICAL [1792-1795]: implantação da república; medidas de exceção [República Jacobina/Sans-culotterie]; emancipação das colônias e fim da escravidão; novo calendário; culto à Razão; Estado separado da Igreja; continuidade das Guerras

MODERADA E LIBERAL [1795-1799]: imposição dos interesses da Burguesia Liberal [proprietária]; cancelamento das medidas populares da fase anterior; aumento de tensões sociais e retorno à monarquia disfarçada com o Consulado de Napoleão Bonaparte, após o 18 Brumário [9/11/1799]

 

                ESQUEMA SÍNTESE: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E IMPERIALISMO (SÉCULO XIX)

 
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Indústria: toda forma de produção que vise o bem estar humano

Pioneirismo Inglês         

Acumulação de capitais               
Supremacia marítima conseguida durante os séculos XVII e XVIII

Estabelecimento de um “Banco Central” = Controle financeir

Setores empreendedores ligados ao comércio, à produção e aos cercamentos              
Burguesia e Gentry

Estado sob controle de setores da Burguesia   

Recursos naturais e mercados internacionais em expansão      

 
Transformações na Produção Industrial

Indústria Artesanal       

Oficinas ligadas às Corporações de Ofício  = Controle do processo de produção;

Trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico ficavam limitados por rígidas regras.

Indústria Doméstica     

Produção feita por camponeses e/ou artesãos em suas casas, geralmente em conjunto            Controle do processo de produção, trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico nas mãos dos trabalhadores;

O produto final ficava com os mercadores que procuravam burlar as regras impostas pelas corporações de ofício.

Indústria Manufatureira            

Produção feita por camponeses e/ou artesãos reunidos em locais [como as Work Houses], organizadas por ex-mestres ou mercadores manufatureiros;   

Controle do processo de produção, trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico nas mãos dos trabalhadores;

Há divisão de tarefas;

O produto final pertencia aos mercadores;

Serviam para acomodar expropriados

Indústria Fabril

Produção feita por trabalhadores reunidos em um mesmo espaço com ferramentas fornecidas pelo dono do espaço;

Controle do processo de produção, trabalho, produtividade e desenvolvimento técnico nas mãos do proprietário do espaço e das ferramentas [meios de produção];

Os trabalhadores veem-se expropriados;

Imposição de disciplina, hábitos, de um “relógio moral”;

A organização da Fábrica transforma-se em modelo para a organização social.

 
CONSEQUÊNCIAS

Proletarização definitiva dos produtores diretos;           

O avanço da produção mecanizada de tecidos de algodão, os tecelões manuais em pouco tempo ficaram arruinados/expropriados obrigados a submeterem-se às imposições dos proprietários das fábricas;

Esse processo estende-se a outras atividades produtivas e de serviços.

Urbanização em aceleração;

Cidades industriais se desenvolvem: a paisagem rural é modificada com a instalação de fábricas;

Atração de milhares de camponeses expropriados a procurarem emprego.

Expansão do comércio internacional;   

Incorporação de territórios em todo o mundo;

Divisão Internacional do Trabalho: determinadas regiões passaram a ser fornecedoras de gêneros específicos e atendem às necessidades da produção dos países europeus, depois EUA e Japão.

Desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação;               

Necessidades de transporte de mercadorias e de comunicação entre os países em processo avançado de transformações e os territórios dominados ou sob sua influência;

Aceleração das atividades.

Mecanização na produção agrícola;       

Aceleração do êxodo rural

Desenvolvimento técnico e científico; 

Vinculação entre esse desenvolvimento e as necessidades de aprimorar a produção e os mecanismos de controle sobre os trabalhadores;

Diversificação dos campos de conhecimento.

Teorias Sociais: Desenvolvimento de estudos e teorias que tentavam explicar a situação da população das sociedades europeias, como as diversas correntes socialistas [utópico, científico, libertário], o liberalismo, o positivismo; e as teorias racialistas baseadas no determinismo darwiniano; Isso permitiu a formação da Sociologia.

Organização do Operariado: Os operários iniciam a sua organização para lutar contra a burguesia por direitos e melhorias de condições de trabalho e de vida.

Imperialismo: Política de anexação de territórios e subordinação de outros territórios à influência política e econômica;

Entre as práticas encontramos o Neocolonialismo.

 Taylorismo – Frederick W. Taylor (1856-1915)

- separação entre tarefas de concepção e execução, entre o saber e o fazer, este requer procedimentos mecânicos;

- divisão e subdivisão de tarefas;

- tarefas simplificadas, descartando o saber técnico dos trabalhadores;

- controle do tempo de execução de cada movimento do trabalhador para eliminar desperdício de tempo;

- monopolização pelo capital do conhecimento do processo produtivo, isto é, do saber, ao cargo de uma equipe técnica submetida às determinações patronais.

Fordismo – Henry Ford (1863 – 1947)

- aperfeiçoamento do taylorismo introduzindo a esteira móvel – linha de montagem;

- gestão da força de trabalho levando-se em conta a vida do trabalhador;

- o ritmo da esteira determina o ritmo de trabalho;

- ferramentas muito especializadas;

- replanejamento constante dos movimentos do trabalhador;

- produção de inovações sistemáticas de ferramentas e máquinas para acelerar a produção.   Toyotismo – Japão após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

- utilização de maquinário sofisticado;

- terceirização de atividades;

- emprego de poucos trabalhadores adaptados à tecnologia introduzida e organizados em pequenas equipes;

- controle de qualidade com a contribuição dos trabalhadores, visando a otimização de custos e da produção;

- utilização do kanban (cartão), que transmite informações visuais e informatizadas sobre os procedimentos a serem adotados pelos trabalhadores;

- introdução do just in time (no momento certo), que permite inverter o fluxo de comandos de serviço, submetendo a produção à demanda de venda e montagem.

 
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL = ACELERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO

Inovações Técnicas: Motor à Combustão, Motor Elétrico, Indústria Siderúrgica, Indústria Química.

O capitalismo monopolista e financeiro.

Monopólio Industrial: Concentração de Capital e dominação da produção em determinadas áreas econômicas gerada pela livre concorrência.

Bolsa de Valores: Instituição típica do capitalismo. A perspectiva de lucros pode aumentar o valor das ações.

As crises do capitalismo: 1873 – 1885: Crise econômica gerada pelo(a): Crescimento dos Monopólios e da Produção, Falta de Mercado Consumidor, Salários Baixos e demissões.     

Trustes: fusão de diversas empresas do mesmo ramo; empresas que dominam todas as etapas da produção.

Cartéis: grupo de grandes empresas que estabelecem entre si um acordo com o objetivo de controlar os preços ou o mercado de um determinado setor; acumulação horizontal de capital.

Holdings: empresa que detém o controle acionário sobre outras empresas embora elas mantenham denominação própria e independência.

Imperialismo

Prática adotada pelos países com maior desenvolvimento capitalista para o domínio de outras regiões. Implica estabelecer monopólio.

Um monopólio imperialista domina e explora determinado país obtendo principalmente: Matérias-Primas Baratas; Mercado Consumidor; Mão-de-Obra Barata e Abundante.

Com isso criou-se a “Divisão Internacional do Trabalho” [DIT]: Países Periféricos exportam gêneros primários; Países imperialistas exportam produtos industriais.    

Neocolonialismo

Justificativa: Superioridade Europeia - Características Biológicas; Fé Religiosa: Cristianismo; Desenvolvimento Técnico e Científico.

A “Diplomacia do Canhão”

 “O Fardo do Homem Branco”: Missão civilizatória

Consequências Desestruturação de sistemas produtivos locais.

Fome endêmica, miséria crônica.

Submissão econômica das regiões dominadas.

Agravamento de conflitos regionais.

Disputas imperialistas e I Guerra Mundial (1914-1918) 

 TEORIAS RACIALISTAS – SÉCULO XIX

Dilema sobre a igualdade: seria inata e/ou somente formal (garantida pela lei)

A superioridade “racial” estaria entre os europeus: brancos, principalmente de origem ariana.              
Charles Darwin (1809-1882): teoria da Seleção Natural; Evolução das Espécies.

Etnocentrismo – desde o século XVI – a Europa e a cultura europeia seriam superiores e o centro do mundo.

O escravismo era visto como incompatível com o liberalismo, pois impede o desenvolvimento.

Civilização Europeia=parâmetro para julgar e subjugar outros povos.   

Darwinismo social:

- Herbert Spencer (1820-1903).

- o evolucionismo para explicar o desenvolvimento das sociedades.

- os mais fortes seriam os superiores.

No Brasil

- clima tropical seria prejudicial ao desenvolvimento de um povo, de uma “raça”, pois geraria doenças.

- o calor tropical geraria apatia, indolência, preguiça e até a covardia – afirmara também, no século XVIII, Montesquieu (1689-1755).

- revelava pessimismo quanto às possibilidades de desenvolvimento do Brasil no século XX.    Determinismo geoclimático:

- Henry Thomas Buckle (1821-1862).

- o clima e o meio ambiente influenciavam diretamente a formação e o desenvolvimento de um povo, de uma “raça”.

Joaquim Nabuco (1849-1910)

“[...] impede a imigração, desonra o trabalho manual, retarda a aparição de indústrias, excita o ódio entre as classes.”                Silvio Romero (1851-1914)

“[...] o servilismo do negro, a preguiça do índio e o gênio autoritário e tacanho do português, que produziram uma nação informe sem qualidades fecundas e originais.”

- formara-se uma sub-raça.        Miscigenação=degeneração racial e social

- Joseph Arthur De Gobineau (1816-1882): a mistura poderia produzir seres estéreis.

- Louis Agassiz (1807-1873): a mistura resulta em uma espécie que não é definida; deficiente física e mentalmente.

 

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