domingo, 25 de agosto de 2013

FASCISMOS


 
1. As raízes do totalitarismo

     Após a I guerra Mundial, a Europa enfrentou um contexto de destruição material, grande número de mortos e mutilados, desemprego e inflação. Essa situação gerou greves, revoltas e mobilizações que contestavam a ordem capitalista. A crise parecia preparar o terreno para uma revolução socialista, semelhante à que ocorrera alguns anos antes na Rússia. No entanto, a crise contribuiu para o desenvolvimento de regimes totalitários de extrema direita.

[Totalitarismo: são considerados totalitários os Estados centralizados e militarizados, estruturados em torno de um líder e seus burocratas, todos ligados a um mesmo partido, apoiado nas forças armadas e exercendo o controle da sociedade por meio de grupos paramilitares, da polícia secreta, da censura, da espionagem e da exaltação do líder por meio da propaganda.]

     O sistema democrático parlamentar, presente em alguns países europeus, ficou desgastado no período posterior à I Guerra. A sociedade responsabilizava os políticos e os partidos liberais pela crise social e econômica. As propostas radicais [extremas], tanto de direita como de esquerda, começaram a ter milhares de adeptos [seguidores]. O aumento da influência dos partidos de extrema esquerda e de extrema direita demonstrava o descrédito em relação à democracia.

    O fascismo italiano e o nazismo alemão foram dois movimentos políticos antidemocráticos que surgiram na Europa no pós-guerra. Além de criticar as democracias liberais, eles também combatiam o comunismo, por considerar que essas duas formas de governo destruíam valores supremos da nação e da pátria, favorecendo a corrupção econômica e política ou pregando o internacionalismo proletário, que enfraqueceria as forças do Estado nacional.

     Os governos fascistas conquistaram o apoio de muitos setores da população, conseguindo financiamentos da alta burguesia [grandes empresários], visto que garantiam a ordem do sistema capitalista, os lucros e as propriedades, ameaçados pelo fortalecimento do comunismo.

2. O Fascismo na Itália

    A situação da Itália após 1918 era crítica. A crise econômica gerava milhares de desempregados e grande insatisfação popular. Conflitos entre anarcossindicalistas e nacionalistas e entre camponeses e [grandes] proprietários de terras agitavam o país. As forças operárias de esquerda canalizaram esse descontentamento, como o Partido Socialista, que chegou a ter 216000 membros em 1920.

    Nesse contexto, o medo da possibilidade de uma revolução socialista levou representantes do grande capital a descartar os partidos mais moderados e a apoiar política e financeiramente os grupos de extrema direita, especialmente o Partido Nacional Fascista, ironicamente uma dissidência do Partido Socialista.

[Fascismo: o termo vem de fascio, derivado de fascis, que significa feixe, fardo de varas. Um feixe de varas amarrado ao cabo de um machado e de um gládio era o símbolo e instrumento de Poder na República Romana na Antiguidade. Nos anos 1920, Benito Mussolini, Il Duce, adotara esse símbolo e referia-se aos grupos de combate [paramilitares] do Partido como os fasci di combatimento.]

    Fundado em 1921, o Partido Nacional Fascista contava com o apoio da pequena burguesia, de ex-combatentes, desempregados e outros setores, temerosos do avanço da esquerda. Em 27/11/1921, os militantes fascistas, chamados de Camisas Pretas, realizaram uma passeata conhecida como a Marcha sobre Roma, da qual participaram cerca de 40000 pessoas exigindo o fim das agitações sociais. Pressionado pelos grupos que apoiavam o movimento, o rei Vítor Emanuel III demitiu o Primeiro Ministro e convidou Benito Mussolini, líder do Partido Fascista, a compor o governo. [na prática foi nomeado Primeiro Ministro]

    As eleições de abril de 1924 deram maioria aos fascistas no Parlamento [o que confirmava Mussolini como chefe de governo – Primeiro Ministro]. A oposição, atordoada e dividida, sofreu violenta repressão por parte do novo governo – muitos foram presos, exilados ou mortos. Foi nesse contexto que instaurou-se o Poder Totalitário na Itália.

    O Parlamento tornou-se um órgão sem nenhum poder; a imprensa, controlada de perto, transformou-se em porta-voz do governo; o trabalho foi disciplinado pelo conjunto de leis da Carta Del Lavoro [Carta do Trabalho). Além disso, a economia, colocada sob a direção do Estado, deu ênfase à indústria pesada e principalmente ao setor bélico.

    Sob esse regime político, a Itália envolveu-se em ações imperialistas [necessidade de expandir o espaço vital da nação] que garantiu a conquista da Etiópia, na África, mas ao mesmo tempo foi dispendiosa o suficiente para esgotar as finanças. O Estado Fascista Italiano estava econômica e militarmente despreparado para a guerra que viria em 1939.

 

[ANEXO: MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Figaro”)

1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.

2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.

3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.

4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.

5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.

6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.

7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.

8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente.

9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.

10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.

11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.]

 
3. A Crise de 1929

    A capacidade produtiva dos países europeus foi drasticamente reduzida com I Guerra, tanto pela destruição de grande parte dos meios de produção [fábricas, terras], quanto pela perda de expressiva parcela da força de trabalho [trabalhadores]. Com isso, a procura de alimentos e matérias-primas na Europa, no pós-guerra, acabou estimulando a produção em países de outros continentes, que passaram a fornecer diversos artigos para o mercado europeu.

    Os EUA foram os que mais se beneficiaram com o conflito. Primeiramente, à custa do crescente endividamento dos países europeus, os EUA passaram à condição de maior nação credora do mundo.

    Na década de 1920, os estadunidenses continuaram concedendo empréstimos aos países europeus, com elevadas taxas de juros. Desse modo, a I Guerra fez dos EUA o centro das finanças mundiais.

    No pós-guerra, enquanto os países europeus mergulhavam numa crise econômica nunca vista – com a queda na produção, desemprego e inflação -, os EUA viviam um dos períodos mais prósperos de sua história. A produção agrícola nunca havia atingido níveis tão elevados; a produção industrial automobilística; o número de carros em circulação, de ferrovias e de linhas aéreas superava o de todos os países europeus juntos; geladeiras, aparelhos de rádio e automóveis atraíam o consumidor para o crediário.

    No final dos anos 1920, os EUA estavam em plena euforia econômica. A agricultura, considerada a mais mecanizada do mundo, abastecia de alimentos tanto o mercado interno quanto o externo. As indústrias funcionavam a todo o vapor, e a população, principalmente as camadas mais favorecidas, consumia compulsivamente. Nessa época, poupanças e reservas pessoais de uma vida inteira eram confiadas às firmas de Wall Street e investidas na Bolsa de Valores de Nova York, e todos acreditavam que a prosperidade jamais terminaria. Entretanto, o crash de 1929 cortou a expansão econômica e minou o chamado american dream, isto é, a crença de que todo cidadão poderia ser bem sucedido.

    A crise teve sua raiz principal na superprodução. O mercado consumidor não tinha capacidade de absorver toda produção, isto é, as pessoas não consumiam no mesmo ritmo da produção.

    E, ainda, a renda concentrava-se nas mãos dos capitalistas (banqueiros, empresários especuladores da bolsa, grandes industriais) e de cidadãos da classe média, enquanto os trabalhadores não tinham dinheiro para consumir. Em 1929, 1% dos estadunidenses controlavam 34% da economia e tinham uma renda 630 vezes maior que a média dos rendimentos dos cidadãos pobres.

    Como a oferta de produtos era maior do que a procura, os preços caíram. Mas, à medida que os preços caíam, os investidores iam despejando as ações das empresas no mercado, até que todos queriam vender e ninguém queria comprar. Resultado: a Bolsa de Nova York quebrou e, com ela, a economia dos EUA e do resto do mundo.

    Milhões de pessoas perderam todo o seu patrimônio, investido em títulos e ações que deixaram de ter valor. A produção estadunidense reduziu-se à metade e o número de desempregado saltou de 400000 para 12 milhões!

    Isso significou a redução drástica dos empréstimos estadunidenses ao exterior, provocando uma reação em cadeia que parecia incontrolável. A falta de crédito fácil e em curto prazo reduziu também o investimento e o consumo internos nos EUA.

    A recessão atingiu diversos setores das economias europeias, como o de produção de alimentos e matérias-primas, que reagiram aumentando a oferta de seus produtos no mercado. A oferta excessiva de mercadoria e a falta de consumidores provocaram uma crise na economia mundial.

    Na América Latina, na maior parte da Ásia e da África, que dependiam das exportações de matérias-primas e alimentos dos países industrializados, a crise de 1929 também provocou efeitos negativos, forçando-os a reduzir a produção. A crise teve grande impacto nos países produtores de café, algodão, açúcar, borracha [como o Brasil], trigo, seda, cobre e estanho, que exportavam diretamente para os EUA.

    Entre 1929 e 1939, por exemplo, o comércio sofreu uma redução de quase um terço de suas atividades em todo o mundo. A severidade da chamada Grande Depressão estava expressa no desemprego em massa, na fome, na miséria.

    Os efeitos da crise na Europa fortaleceram os setores que combatiam a democracia e o liberalismo, os fascistas. Desde o pós-guerra, grupos nacionalistas extremistas culpavam a democracia liberal pela crise econômica e exigiam um Estado forte para combater o desemprego e a miséria. Isso fortaleceu mais ainda posições como a dos nazistas na Alemanha.

4. New Deal

    Nas eleições presidenciais de 1932, nos EUA, o presidente Herbert Hoover, do Partido republicano, tentou a reeleição. Os eleitores estadunidenses, porém, elegeu o democrata Franklin Delano Roosevelt, que venceu por uma diferença de 7 milhões de voto.

     Entre 1933 e 1945, Roosevelt implementou o programa denominado New Deal, com o objetivo de resolver o problema do desemprego e reaquecer a economia, retomando o crescimento econômico interrompido em 1929.

    Essa política levou o governo dos EUA a intervir fortemente na economia, intensificando a vigilância sobre as atividades bancárias e as operações na Bolsa, além de regulamentar a atuação das associações operárias, dos sindicatos e das indústrias. Além disso, foram criadas frentes de trabalho para a realização de obras públicas, como construção de barragens e saneamento urbano, para as quais foram recrutados milhares de desempregados nas grandes cidades.

     Para reduzir a superprodução agrícola e elevar o preço dos  produtos, o governo subsidiou os fazendeiros, para que deixassem  suas terras em repouso. No setor trabalhista, decretou a semana legal de 40 horas e o pagamento do salário mínimo, com o objetivo de impor à indústria a admissão de maior número de trabalhadores.

    O New Deal teve forte oposição dos setores conservadores da sociedade estadunidense, que apontavam a intervenção na economia como um processo de socialização da vida nacional. Apesar de esse programa se mostrar eficiente, apenas durante  a II Guerra Mundial a economia dos EUA voltou a ter pleno crescimento.

    Seguindo a linha de ação adotada nos EUA, outros países, principalmente do mundo ocidental, mudaram as regras do jogo para reativar suas economias, abrindo mão dos princípios do liberalismo econômico. Grandes obras foram executadas, com o objetivo de gerar novos empregos. Políticas de combate à inflação entraram em vigor, reduzindo drasticamente o volume de papel-moeda em circulação. As importações diminuíram sensivelmente a partir da elevação das tarifas alfandegárias. As políticas sociais ganharam prioridade sobre as econômicas.

    A quebra da economia mais rica do mundo provocou uma reação em cadeia, demonstrando o caráter global do capitalismo. Nas ações de combate à crise, o liberalismo foi substituído pelo nacionalismo econômico, fomentando a ideia de que era preciso um Estado forte para enfrentar os problemas causados pelo capitalismo liberal.

[O crescimento da economia soviética: em meio aos escombros da crise, o Estado Soviético chamava a atenção com a industrialização rápida e intensa. A expansão econômica foi regida por Planos Quinquenais, que estipulavam o que produzir, como produzir e como distribuir. Entre 1929 e 1940, a produção industrial soviética triplicou. Além disso, o índice de desemprego era muito baixo. Entre 1930 e 1935, influentes observadores econômicos foram a Moscou conhecer o sucesso da coletivização do processo produtivo. Durante décadas os estudiosos da economia se dividiram entre a defesa da economia planificada e do liberalismo econômico.]

5. O Nazismo na Alemanha

    A derrota da Alemanha na I Guerra gerou uma grave crise econômica devido, entre outros fatores, às imposições do Tratado de Versalhes. A República de Weimar, surgida em 1919, enfrentava a oposição da maioria dos alemães.

    Em 1919, os espartaquistas [dissidência do Partido Social Democrata, que estava no poder], que formariam o Partido Comunista Alemão, liderados por Rosa Luxembugo e Karl Liebknecht, organizaram uma manifestação em Berlim exigindo a deposição do chefe de Estado. O movimento foi reprimido por forças do governo e seus líderes presos e condenados a morte.

    Além dos problemas políticos, a Alemanha vivia sérios problemas econômicos. A necessidade de constante emissões de papel-moeda agravara a inflação. No ano de 1919 um marco  valia US$ 8,9, em 1923, US$ 1 equivalia a 4 bilhões de marcos.

    A responsabilidade pelo aprofundamento da crise recaia sobre o governo. Após um curto período de recuperação econômica, a grande depressão causada pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, interrompeu as remessas de capitais dos EUA, o que levou a Alemanha a uma nova bancarrota.

    Nesse contexto, duas propostas contrárias diziam-se capazes de solucionar a crise. De um lado a esquerda, representada pelo Partido Social Democrata e sua dissidência o Partido Comunista; do outro, a extrema direita, representada pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Partido Nazista.

    À semelhança do ocorreu na Itália, os grandes empresários e a pequena burguesia, temerosos do avanço da esquerda na Alemanha, optaram pelo apoio aos nazistas, liderados por Adolf Hitler.

     Os nazistas consideravam-se membros da “raça” pura (arianos), não miscigenada e superior a todas as outras. Entendiam ser fundamental conquistar um espaço vital para o desenvolvimento de sua ‘raça”, o que pressupunha a conquista de territórios de determinados povos considerados inferiores e para assegurar populações de origem alemã, como na Tchecoslováquia, na Polônia e na Áustria.

    A defesa de um Estado Totalitário, da superioridade alemã, o antissemitismo, o combate aos comunistas e o nacionalismo exacerbado constituíram os pilares dos ideais nazistas. Com base nesses princípios, os nazistas foram responsáveis pela perseguição e morte de milhares de judeus, portadores de necessidades especiais [físicas e mentais], homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová e militante de esquerda durante 1933 e 1945.

    Em 1930, as eleições para o Reichstag (Parlamento) foram realizadas num clima de instabilidade econômica e social. O Partido Nazista ocupou 107 cadeiras e, em 1932, elegeu 230 deputados.

    Diante do crescimento eleitoral da extrema direita, o presidente Hindenburg atendeu às pressões das elites e dos setores médios da sociedade e indicou Adolf Hitler para chanceler [Primeiro Ministro], em 1933.

    Depois que assumiu o poder, o prédio do Reichstag foi incendiado e a responsabilidade foi atribuída aos comunistas. Esse episódio deu aos nazistas a chance para adotar uma série de medidas para consolidar o totalitarismo: a imprensa passou a ser controlada e tornou-se porta-voz do governo; os partidos de oposição e os sindicatos independentes foram dissolvidos; os indivíduos contrários à ideologia nacional-socialista [nazista] foram presos, deportados ou executados; a indústria pesada recebeu incentivos, em especial a indústria bélica.

    Com a morte de Hindenburg, em 1934, Hitler assumiu a Presidência, concentrando com isso todos os poderes. Entre 1933 e 1939, o Estado adotou uma política expansionista, militarista, racista e ultranacionalista sob o führer. Os problemas econômicos foram  enfrentados pelo investimento do Estado em obras públicas e na indústria armamentista. Devido à mobilização militar, o desemprego foi reduzido. Ao mesmo tempo, os judeus foram proibidos de ocupar cargos públicos e acabaram sendo expropriados.

   

[Adaptado de BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História. Das cavernas ao terceiro milênio: desafios do terceiro milênio. 2ª ed., São Paulo, Moderna, 2006, pp. 92-102.]