Após a I guerra Mundial, a Europa enfrentou
um contexto de destruição material, grande número de mortos e mutilados,
desemprego e inflação. Essa situação gerou greves, revoltas e mobilizações que
contestavam a ordem capitalista. A crise parecia preparar o terreno para uma
revolução socialista, semelhante à que ocorrera alguns anos antes na Rússia. No
entanto, a crise contribuiu para o desenvolvimento de regimes totalitários de
extrema direita.
[Totalitarismo:
são considerados totalitários os Estados centralizados e militarizados,
estruturados em torno de um líder e seus burocratas, todos ligados a um mesmo
partido, apoiado nas forças armadas e exercendo o controle da sociedade por meio
de grupos paramilitares, da polícia secreta, da censura, da espionagem e da
exaltação do líder por meio da propaganda.]
O sistema democrático parlamentar,
presente em alguns países europeus, ficou desgastado no período posterior à I
Guerra. A sociedade responsabilizava os políticos e os partidos liberais pela
crise social e econômica. As propostas radicais [extremas], tanto de direita
como de esquerda, começaram a ter milhares de adeptos [seguidores]. O aumento
da influência dos partidos de extrema esquerda e de extrema direita demonstrava
o descrédito em relação à democracia.
O fascismo italiano e o nazismo alemão
foram dois movimentos políticos antidemocráticos que surgiram na Europa no
pós-guerra. Além de criticar as democracias liberais, eles também combatiam o
comunismo, por considerar que essas duas formas de governo destruíam valores
supremos da nação e da pátria, favorecendo a corrupção econômica e política ou
pregando o internacionalismo proletário, que enfraqueceria as forças do Estado
nacional.
Os governos fascistas conquistaram o apoio
de muitos setores da população, conseguindo financiamentos da alta burguesia
[grandes empresários], visto que garantiam a ordem do sistema capitalista, os
lucros e as propriedades, ameaçados pelo fortalecimento do comunismo.
2. O
Fascismo na Itália
A situação da Itália após 1918 era crítica.
A crise econômica gerava milhares de desempregados e grande insatisfação
popular. Conflitos entre anarcossindicalistas e nacionalistas e entre
camponeses e [grandes] proprietários de terras agitavam o país. As forças
operárias de esquerda canalizaram esse descontentamento, como o Partido
Socialista, que chegou a ter 216000 membros em 1920.
Nesse contexto, o medo da possibilidade de
uma revolução socialista levou representantes do grande capital a descartar os
partidos mais moderados e a apoiar política e financeiramente os grupos de
extrema direita, especialmente o Partido Nacional Fascista, ironicamente uma
dissidência do Partido Socialista.
[Fascismo: o
termo vem de fascio, derivado de fascis, que significa feixe, fardo de
varas. Um feixe de varas amarrado ao cabo de um machado e de um gládio era o
símbolo e instrumento de Poder na República Romana na Antiguidade. Nos anos
1920, Benito Mussolini, Il Duce,
adotara esse símbolo e referia-se aos grupos de combate [paramilitares] do
Partido como os fasci di combatimento.]
Fundado em 1921, o Partido Nacional
Fascista contava com o apoio da pequena burguesia, de ex-combatentes,
desempregados e outros setores, temerosos do avanço da esquerda. Em 27/11/1921,
os militantes fascistas, chamados de Camisas Pretas, realizaram uma passeata
conhecida como a Marcha sobre Roma, da qual participaram cerca de 40000 pessoas
exigindo o fim das agitações sociais. Pressionado pelos grupos que apoiavam o
movimento, o rei Vítor Emanuel III demitiu o Primeiro Ministro e convidou
Benito Mussolini, líder do Partido Fascista, a compor o governo. [na prática
foi nomeado Primeiro Ministro]
As eleições de abril de 1924 deram maioria
aos fascistas no Parlamento [o que confirmava Mussolini como chefe de governo –
Primeiro Ministro]. A oposição, atordoada e dividida, sofreu violenta repressão
por parte do novo governo – muitos foram presos, exilados ou mortos. Foi nesse
contexto que instaurou-se o Poder Totalitário na Itália.
O Parlamento tornou-se um órgão sem nenhum
poder; a imprensa, controlada de perto, transformou-se em porta-voz do governo;
o trabalho foi disciplinado pelo conjunto de leis da Carta Del Lavoro [Carta do Trabalho). Além disso, a economia,
colocada sob a direção do Estado, deu ênfase à indústria pesada e
principalmente ao setor bélico.
Sob esse regime político, a Itália
envolveu-se em ações imperialistas [necessidade de expandir o espaço vital da
nação] que garantiu a conquista da Etiópia, na África, mas ao mesmo tempo foi
dispendiosa o suficiente para esgotar as finanças. O Estado Fascista Italiano
estava econômica e militarmente despreparado para a guerra que viria em 1939.
[ANEXO: MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le
Figaro”)
1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da
temeridade.
2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa
poesia.
3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o
sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de
corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre
enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um
automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a
Vitória de Samotrácia.
5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste
ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade,
para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um
carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um
violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se
diante do homem.
8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos
de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O
Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já
criamos a eterna velocidade omnipotente.
9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o
militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias
pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.
10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a
natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e
utilitária.
11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer
ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções
nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos
estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas,
devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos
fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes
que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos
aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam
sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo
rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece
aplaudir como uma multidão entusiasta.]
A capacidade produtiva dos países europeus
foi drasticamente reduzida com I Guerra, tanto pela destruição de grande parte
dos meios de produção [fábricas, terras], quanto pela perda de expressiva
parcela da força de trabalho [trabalhadores]. Com isso, a procura de alimentos
e matérias-primas na Europa, no pós-guerra, acabou estimulando a produção em
países de outros continentes, que passaram a fornecer diversos artigos para o
mercado europeu.
Os EUA foram os que mais se beneficiaram
com o conflito. Primeiramente, à custa do crescente endividamento dos países
europeus, os EUA passaram à condição de maior nação credora do mundo.
Na década de 1920, os estadunidenses
continuaram concedendo empréstimos aos países europeus, com elevadas taxas de
juros. Desse modo, a I Guerra fez dos EUA o centro das finanças mundiais.
No pós-guerra, enquanto os países europeus
mergulhavam numa crise econômica nunca vista – com a queda na produção,
desemprego e inflação -, os EUA viviam um dos períodos mais prósperos de sua
história. A produção agrícola nunca havia atingido níveis tão elevados; a
produção industrial automobilística; o número de carros em circulação, de
ferrovias e de linhas aéreas superava o de todos os países europeus juntos;
geladeiras, aparelhos de rádio e automóveis atraíam o consumidor para o
crediário.
No final dos anos 1920, os EUA estavam em
plena euforia econômica. A agricultura, considerada a mais mecanizada do mundo,
abastecia de alimentos tanto o mercado interno quanto o externo. As indústrias
funcionavam a todo o vapor, e a população, principalmente as camadas mais
favorecidas, consumia compulsivamente. Nessa época, poupanças e reservas
pessoais de uma vida inteira eram confiadas às firmas de Wall Street e investidas na Bolsa de Valores de Nova York, e todos
acreditavam que a prosperidade jamais terminaria. Entretanto, o crash de 1929 cortou a expansão
econômica e minou o chamado american
dream, isto é, a crença de que todo cidadão poderia ser bem sucedido.
A crise teve sua raiz principal na
superprodução. O mercado consumidor não tinha capacidade de absorver toda produção,
isto é, as pessoas não consumiam no mesmo ritmo da produção.
E, ainda, a renda concentrava-se nas mãos dos
capitalistas (banqueiros, empresários especuladores da bolsa, grandes industriais)
e de cidadãos da classe média, enquanto os trabalhadores não tinham dinheiro
para consumir. Em 1929, 1% dos estadunidenses controlavam 34% da economia e
tinham uma renda 630 vezes maior que a média dos rendimentos dos cidadãos
pobres.
Como a oferta de produtos era maior do que
a procura, os preços caíram. Mas, à medida que os preços caíam, os investidores
iam despejando as ações das empresas no mercado, até que todos queriam vender e
ninguém queria comprar. Resultado: a Bolsa de Nova York quebrou e, com ela, a
economia dos EUA e do resto do mundo.
Milhões de pessoas perderam todo o seu
patrimônio, investido em títulos e ações que deixaram de ter valor. A produção
estadunidense reduziu-se à metade e o número de desempregado saltou de 400000
para 12 milhões!
Isso significou a redução drástica dos
empréstimos estadunidenses ao exterior, provocando uma reação em cadeia que
parecia incontrolável. A falta de crédito fácil e em curto prazo reduziu também
o investimento e o consumo internos nos EUA.
A recessão atingiu diversos setores das
economias europeias, como o de produção de alimentos e matérias-primas, que
reagiram aumentando a oferta de seus produtos no mercado. A oferta excessiva de
mercadoria e a falta de consumidores provocaram uma crise na economia mundial.
Na América Latina, na maior parte da Ásia e
da África, que dependiam das exportações de matérias-primas e alimentos dos
países industrializados, a crise de 1929 também provocou efeitos negativos,
forçando-os a reduzir a produção. A crise teve grande impacto nos países
produtores de café, algodão, açúcar, borracha [como o Brasil], trigo, seda,
cobre e estanho, que exportavam diretamente para os EUA.
Entre 1929 e 1939, por exemplo, o comércio
sofreu uma redução de quase um terço de suas atividades em todo o mundo. A severidade
da chamada Grande Depressão estava expressa no desemprego em massa, na fome, na
miséria.
Os efeitos da crise na Europa fortaleceram
os setores que combatiam a democracia e o liberalismo, os fascistas. Desde o
pós-guerra, grupos nacionalistas extremistas culpavam a democracia liberal pela
crise econômica e exigiam um Estado forte para combater o desemprego e a
miséria. Isso fortaleceu mais ainda posições como a dos nazistas na Alemanha.
4. New Deal
Nas eleições presidenciais de 1932, nos
EUA, o presidente Herbert Hoover, do Partido republicano, tentou a reeleição.
Os eleitores estadunidenses, porém, elegeu o democrata Franklin Delano Roosevelt,
que venceu por uma diferença de 7 milhões de voto.
Entre 1933 e 1945, Roosevelt implementou o
programa denominado New Deal, com o
objetivo de resolver o problema do desemprego e reaquecer a economia, retomando
o crescimento econômico interrompido em 1929.
Essa política levou o governo dos EUA a
intervir fortemente na economia, intensificando a vigilância sobre as
atividades bancárias e as operações na Bolsa, além de regulamentar a atuação
das associações operárias, dos sindicatos e das indústrias. Além disso, foram
criadas frentes de trabalho para a realização de obras públicas, como
construção de barragens e saneamento urbano, para as quais foram recrutados
milhares de desempregados nas grandes cidades.
Para reduzir a superprodução agrícola e
elevar o preço dos produtos, o governo
subsidiou os fazendeiros, para que deixassem
suas terras em repouso. No setor trabalhista, decretou a semana legal de
40 horas e o pagamento do salário mínimo, com o objetivo de impor à indústria a
admissão de maior número de trabalhadores.
O New
Deal teve forte oposição dos setores conservadores da sociedade
estadunidense, que apontavam a intervenção na economia como um processo de
socialização da vida nacional. Apesar de esse programa se mostrar eficiente,
apenas durante a II Guerra Mundial a
economia dos EUA voltou a ter pleno crescimento.
Seguindo a linha de ação adotada nos EUA,
outros países, principalmente do mundo ocidental, mudaram as regras do jogo
para reativar suas economias, abrindo mão dos princípios do liberalismo
econômico. Grandes obras foram executadas, com o objetivo de gerar novos
empregos. Políticas de combate à inflação entraram em vigor, reduzindo
drasticamente o volume de papel-moeda em circulação. As importações diminuíram
sensivelmente a partir da elevação das tarifas alfandegárias. As políticas
sociais ganharam prioridade sobre as econômicas.
A quebra da economia mais rica do mundo
provocou uma reação em cadeia, demonstrando o caráter global do capitalismo. Nas
ações de combate à crise, o liberalismo foi substituído pelo nacionalismo
econômico, fomentando a ideia de que era preciso um Estado forte para enfrentar
os problemas causados pelo capitalismo liberal.
[O crescimento
da economia soviética: em meio aos escombros da crise, o Estado Soviético
chamava a atenção com a industrialização rápida e intensa. A expansão econômica
foi regida por Planos Quinquenais, que estipulavam o que produzir, como
produzir e como distribuir. Entre 1929 e 1940, a produção industrial soviética
triplicou. Além disso, o índice de desemprego era muito baixo. Entre 1930 e
1935, influentes observadores econômicos foram a Moscou conhecer o sucesso da
coletivização do processo produtivo. Durante décadas os estudiosos da economia
se dividiram entre a defesa da economia planificada e do liberalismo
econômico.]
5. O Nazismo
na Alemanha
A derrota da Alemanha na I Guerra gerou uma
grave crise econômica devido, entre outros fatores, às imposições do Tratado de
Versalhes. A República de Weimar, surgida em 1919, enfrentava a oposição da
maioria dos alemães.
Em 1919, os espartaquistas [dissidência do Partido Social Democrata, que estava
no poder], que formariam o Partido Comunista Alemão, liderados por Rosa
Luxembugo e Karl Liebknecht, organizaram uma manifestação em Berlim exigindo a
deposição do chefe de Estado. O movimento foi reprimido por forças do governo e
seus líderes presos e condenados a morte.
Além dos problemas políticos, a Alemanha
vivia sérios problemas econômicos. A necessidade de constante emissões de
papel-moeda agravara a inflação. No ano de 1919 um marco valia US$ 8,9, em 1923, US$ 1 equivalia a 4
bilhões de marcos.
A responsabilidade pelo aprofundamento da
crise recaia sobre o governo. Após um curto período de recuperação econômica, a
grande depressão causada pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929,
interrompeu as remessas de capitais dos EUA, o que levou a Alemanha a uma nova
bancarrota.
Nesse contexto, duas propostas contrárias
diziam-se capazes de solucionar a crise. De um lado a esquerda, representada
pelo Partido Social Democrata e sua dissidência o Partido Comunista; do outro,
a extrema direita, representada pelo Partido Nacional Socialista dos
Trabalhadores Alemães, o Partido Nazista.
À semelhança do ocorreu na Itália, os
grandes empresários e a pequena burguesia, temerosos do avanço da esquerda na
Alemanha, optaram pelo apoio aos nazistas, liderados por Adolf Hitler.
Os nazistas consideravam-se membros da “raça”
pura (arianos), não miscigenada e superior a todas as outras. Entendiam ser
fundamental conquistar um espaço vital para o desenvolvimento de sua ‘raça”, o
que pressupunha a conquista de territórios de determinados povos considerados
inferiores e para assegurar populações de origem alemã, como na
Tchecoslováquia, na Polônia e na Áustria.
A defesa de um Estado Totalitário, da
superioridade alemã, o antissemitismo, o combate aos comunistas e o
nacionalismo exacerbado constituíram os pilares dos ideais nazistas. Com base
nesses princípios, os nazistas foram responsáveis pela perseguição e morte de
milhares de judeus, portadores de necessidades especiais [físicas e mentais],
homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová e militante de esquerda durante
1933 e 1945.
Em 1930, as eleições para o Reichstag
(Parlamento) foram realizadas num clima de instabilidade econômica e social. O
Partido Nazista ocupou 107 cadeiras e, em 1932, elegeu 230 deputados.
Diante do crescimento eleitoral da extrema
direita, o presidente Hindenburg atendeu às pressões das elites e dos setores
médios da sociedade e indicou Adolf Hitler para chanceler [Primeiro Ministro],
em 1933.
Depois que assumiu o poder, o prédio do
Reichstag foi incendiado e a responsabilidade foi atribuída aos comunistas. Esse
episódio deu aos nazistas a chance para adotar uma série de medidas para consolidar
o totalitarismo: a imprensa passou a ser controlada e tornou-se porta-voz do
governo; os partidos de oposição e os sindicatos independentes foram
dissolvidos; os indivíduos contrários à ideologia nacional-socialista [nazista]
foram presos, deportados ou executados; a indústria pesada recebeu incentivos,
em especial a indústria bélica.
Com a morte de Hindenburg, em 1934, Hitler
assumiu a Presidência, concentrando com isso todos os poderes. Entre 1933 e 1939,
o Estado adotou uma política expansionista, militarista, racista e
ultranacionalista sob o führer. Os problemas econômicos foram enfrentados pelo investimento do Estado em
obras públicas e na indústria armamentista. Devido à mobilização militar, o desemprego
foi reduzido. Ao mesmo tempo, os judeus foram proibidos de ocupar cargos
públicos e acabaram sendo expropriados.
[Adaptado de
BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História. Das cavernas ao
terceiro milênio: desafios do terceiro milênio. 2ª ed., São Paulo,
Moderna, 2006, pp. 92-102.]
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