sexta-feira, 31 de maio de 2013

REVISÃO DO 1º SEMESTRE 2013


REPÚBLICA NO BRASIL – elementos formadores/caracterizadores

1. Coronelismo - domínio político exercido por poderosos proprietários rurais em seus municípios e estados.

2. As práticas coronelistas: controle da máquina político-administrativa [poder político] nos municípios e nos estados; controle das eleições para todos os níveis [Prefeituras, Câmaras Municipais; Governos dos estados, Assembleias Legislativas; Presidência da República; Câmara dos Deputados, Senado] através da troca de favores, cargos e verbas e da coação física sobre o eleitor.

3. Política dos Governadores – prática consolidada com o presidente Campos Sales; troca de favores [verbas públicas, cargos, apoio político] entre a presidência da República, os representantes dos estados no Congresso Nacional e os governadores dos estados.

4. “Política do Café com Leite” – predomínio das oligarquias dos estados de São Paulo [força econômica – produção cafeeira] e de Minas Gerais [maior população, portanto maior número de eleitores]; não implicava um revezamento entre essas oligarquias na Presidência da República e sim o apoio dado ao candidato escolhido pelo Presidente no momento das eleições.

5. Todas essas práticas fortaleceram o poder das oligarquias estaduais.

IMPERIALISMO – caracterização e consequências

1. Imperialismo – prática adotada pelos países mais desenvolvidos [da Europa, EUA, Japão] em estabelecer o domínio sobre várias regiões do mundo com o objetivo de conseguir controle sobre mercados, fontes de matérias primas, fontes de combustíveis, riquezas [ouro, prata, diamantes, por exemplo]; domínio, também, sobre áreas estratégicas do ponto de vista político-militar.

2. Afirmamos que O imperialismo é filho da Industrialização  - o imperialismo só ocorreu por causa da expansão industrial.

3. Durante o século XIX [Segunda Revolução Industrial] as empresas maiores começaram a absorver outras formando “gigantes” nas áreas industrial e, também, financeira. Assim, formam-se oligopólios [poucos – grupos ou pessoas – controlando muitas empresas]: TRUSTES: fusão de diversas empresas do mesmo ramo – empresas que dominam todas as etapas da produção; CARTÉIS: grupo de grandes empresas que estabelecem entre si um acordo com o objetivo de controlar os preços ou o mercado de um determinado setor – acumulação horizontal de capital; HOLDINGS: empresa que detém o controle acionário sobre outras empresas embora elas mantenham denominação própria e independência.

4. Acentua-se o processo, iniciado no século XVI, de Divisão Internacional do Trabalho [DIT]: países mais desenvolvidos [na Europa, EUA, Japão] passam a tornar dependentes regiões/países na África, na Ásia, na Oceania e América Latina.

7. O continente africano, por exemplo, foi repartido entre os países europeus que competiam por mercados, matérias primas e maior influência política [hegemonia] no próprio continente europeu – Conferência de Berlim, 1884-1885. Como afirma Alberto Costa e Silva: A França, a partir da Argélia e do Senegal, procurava pelo interior, pelo Sael e pelas savanas sudanesas – evitando, assim, ter de enfrentar a supremacia [...] do Reino Unido [...], bem como os territórios dos Camarões e do sudoeste africano, sobre os quais punha as mãos a Alemanha. A Espanha era senhora do rio do Ouro. E o rei Leopoldo II da Bélgica tornar-se-ia dono da imensidão do Congo, após ter devaneado apoderar-se de Mato Grosso, no Brasil, para ali fundar o seu império. [SILVA, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Editora UFRJ, 2003. p. 68.]

8. A essa partilha – e a outras – chamamos Neocolonialismo: forma de ocupação e dominação diferente da que ocorreu entre os séculos XVI e XVII, que serviu, também para direcionar excedente populacional de países europeus em direção às novas colônias.

9. Para justificar as práticas imperialistas/neocolonialistas, desenvolveram-se teorias que afirmavam a superioridade dos “brancos” sobre os demais povos e estabeleciam uma hierarquia entre as “raças” [no topo, os brancos europeus, na base, os negros africanos].
10. As consequências: freio às possibilidades de desenvolvimento das regiões dominadas; extermínio de populações inteiras como forma de manter o domínio [Congo Belga]; acirramento das disputas entre as etnias africanas [Ruanda]; aumento dos conflitos entre os países imperialistas, que resultaram na I Guerra Mundial [1914-1918] e, para alguns estudiosos, a II Guerra Mundial [1939-1945].

I GUERRA MUNDIAL – caracterização e consequências

1. o aprofundamento da concorrência imperialista provocou conflitos cada vez mais intensos; a isso juntam-se interesses locais – que podemos considerar um “imperialismo caseiro” – na Europa: a Rússia tinha interesse em estabelecer uma “federação” de povos eslavos estendendo sua influência para a região dos Balcãs [Paneslavismo]; a Alemanha desejava algo parecido estendendo sua influência sobre as regiões cujos povos tinham origem germânica; além disso, a França mantinha viva a derrota diante da Alemanha [1871] na qual perdera a rica região da Alsácia-Lorena.

2. Os países europeus mantinham a paz, mas incentivavam o desenvolvimento armamentista [verdadeira corrida para desenvolver e produzir cada vez mais armas melhores]; além disso, formaram alianças políticas com objetivo de consolidar posições e manter a influência política; era um equilíbrio instável.

3. Citação: O clima internacional na Europa era carregado de antagonismos [oposições] que se expressavam na formação de alianças [secretas e não secretas], tornando a ameaça de uma guerra inevitável. O desenvolvimento desigual dos países capitalistas, a partir do século XIX, levara países que chegaram tarde à competição internacional, como a Alemanha, a reivindicarem uma redivisão do território econômico mundial. Cada vez mais aumentou a rivalidade pela luta por mercados consumidores de produtos industriais, pela aquisição de matérias-primas fundamentais e por áreas de investimento. [Adaptado de AQUINO, Rubim Leão de et al. História das sociedades: da Moderna à Contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2000.]

4. As Alianças: Entente Cordiale [Acordo Cordial, 1904] - França, Inglaterra, Rússia [saiu em 1917], e após 1915, Itália, EUA, Japão e mais 18 países; Tríplice Aliança [1882] - Alemanha, Áustria-Hungria, e após 1915 Itália [sairia logo]; mais Turquia e Bulgária.

5. Os conflitos estenderam-se até 1918. O número de mortos [entre soldados e civis] foi de 9 milhões.
6. Consequências: degradação dos ideais liberais e democráticos, agitações políticas de esquerda, crise econômica e desemprego; Tratado de Versalhes, que significou a revanche da França e a humilhação da Alemanha acusada por toda a Guerra e obrigada a pagar pesada indenização aos vencedores; formação de outros países, que na realidade serviriam como escudos para interesses futuros da URSS e enfraqueceriam as ideias de união dos povos alemães [Tchecoslováquia; Polônia – reconstruída; Iugoslávia – sob a hegemonia da Sérvia; Áustria; Hungria] e reconfiguração de outros com a absorção ou perda de territórios.

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