REPÚBLICA
NO BRASIL – elementos formadores/caracterizadores
1. Coronelismo - domínio
político exercido por poderosos proprietários rurais em seus municípios e
estados.
2. As práticas coronelistas:
controle da máquina político-administrativa [poder político] nos municípios e
nos estados; controle das eleições para todos os níveis [Prefeituras, Câmaras
Municipais; Governos dos estados, Assembleias Legislativas; Presidência da República;
Câmara dos Deputados, Senado] através da troca de favores, cargos e verbas e da
coação física sobre o eleitor.
3. Política dos Governadores –
prática consolidada com o presidente Campos Sales; troca de favores [verbas
públicas, cargos, apoio político] entre a presidência da República, os
representantes dos estados no Congresso Nacional e os governadores dos estados.
4. “Política do Café com Leite” –
predomínio das oligarquias dos estados de São Paulo [força econômica – produção
cafeeira] e de Minas Gerais [maior população, portanto maior número de
eleitores]; não implicava um revezamento entre essas oligarquias na Presidência
da República e sim o apoio dado ao candidato escolhido pelo Presidente no
momento das eleições.
5. Todas essas práticas fortaleceram
o poder das oligarquias estaduais.
IMPERIALISMO –
caracterização e consequências
1. Imperialismo – prática adotada
pelos países mais desenvolvidos [da Europa, EUA, Japão] em estabelecer o
domínio sobre várias regiões do mundo com o objetivo de conseguir controle
sobre mercados, fontes de matérias primas, fontes de combustíveis, riquezas
[ouro, prata, diamantes, por exemplo]; domínio, também, sobre áreas
estratégicas do ponto de vista político-militar.
2. Afirmamos que O imperialismo é filho da Industrialização - o imperialismo só ocorreu por
causa da expansão industrial.
3. Durante o século XIX [Segunda Revolução Industrial] as
empresas maiores começaram a absorver outras formando “gigantes” nas áreas
industrial e, também, financeira. Assim, formam-se oligopólios [poucos – grupos
ou pessoas – controlando muitas empresas]: TRUSTES: fusão de diversas empresas
do mesmo ramo – empresas que dominam todas as etapas da produção; CARTÉIS:
grupo de grandes empresas que estabelecem entre si um acordo com o objetivo de
controlar os preços ou o mercado de um determinado setor – acumulação
horizontal de capital; HOLDINGS: empresa que detém o controle acionário sobre
outras empresas embora elas mantenham denominação própria e independência.
4. Acentua-se o processo, iniciado no século XVI, de
Divisão Internacional do Trabalho [DIT]: países mais desenvolvidos [na Europa,
EUA, Japão] passam a tornar dependentes regiões/países na África, na Ásia, na
Oceania e América Latina.
7. O continente africano, por exemplo, foi repartido entre
os países europeus que competiam por mercados, matérias primas e maior
influência política [hegemonia] no próprio continente europeu – Conferência de
Berlim, 1884-1885. Como afirma Alberto Costa e Silva: A França, a partir da Argélia e do Senegal, procurava pelo interior,
pelo Sael e pelas savanas sudanesas – evitando, assim, ter de enfrentar a
supremacia [...] do Reino Unido [...], bem como os territórios dos Camarões e
do sudoeste africano, sobre os quais punha as mãos a Alemanha. A Espanha era
senhora do rio do Ouro. E o rei Leopoldo II da Bélgica tornar-se-ia dono da
imensidão do Congo, após ter devaneado apoderar-se de Mato Grosso, no Brasil,
para ali fundar o seu império. [SILVA, Alberto da Costa e. Um
rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira/Editora UFRJ, 2003. p. 68.]
8. A essa partilha – e a outras – chamamos Neocolonialismo:
forma de ocupação e dominação diferente da que ocorreu entre os séculos XVI e
XVII, que serviu, também para direcionar excedente populacional de países
europeus em direção às novas colônias.
9. Para justificar as práticas
imperialistas/neocolonialistas, desenvolveram-se teorias que afirmavam a
superioridade dos “brancos” sobre os demais povos e estabeleciam uma hierarquia
entre as “raças” [no topo, os brancos europeus, na base, os negros africanos].
10. As consequências:
freio às possibilidades de desenvolvimento das regiões dominadas; extermínio de
populações inteiras como forma de manter o domínio [Congo Belga]; acirramento
das disputas entre as etnias africanas [Ruanda]; aumento dos conflitos entre os
países imperialistas, que resultaram na I Guerra Mundial [1914-1918] e, para
alguns estudiosos, a II Guerra Mundial [1939-1945].I GUERRA MUNDIAL – caracterização e consequências
1. o aprofundamento da concorrência imperialista provocou
conflitos cada vez mais intensos; a isso juntam-se interesses locais – que
podemos considerar um “imperialismo caseiro” – na Europa: a Rússia tinha
interesse em estabelecer uma “federação” de povos eslavos estendendo sua
influência para a região dos Balcãs [Paneslavismo]; a Alemanha desejava algo
parecido estendendo sua influência sobre as regiões cujos povos tinham origem
germânica; além disso, a França mantinha viva a derrota diante da Alemanha
[1871] na qual perdera a rica região da Alsácia-Lorena.
2. Os países europeus mantinham a paz, mas incentivavam o
desenvolvimento armamentista [verdadeira corrida para desenvolver e produzir
cada vez mais armas melhores]; além disso, formaram alianças políticas com
objetivo de consolidar posições e manter a influência política; era um
equilíbrio instável.
3. Citação: O clima
internacional na Europa era carregado de antagonismos [oposições] que se
expressavam na formação de alianças [secretas e não secretas], tornando a
ameaça de uma guerra inevitável. O desenvolvimento desigual dos países
capitalistas, a partir do século XIX, levara países que chegaram tarde à
competição internacional, como a Alemanha, a reivindicarem uma redivisão do
território econômico mundial. Cada vez mais aumentou a rivalidade pela luta por
mercados consumidores de produtos industriais, pela aquisição de
matérias-primas fundamentais e por áreas de investimento. [Adaptado de
AQUINO, Rubim Leão de et al. História das sociedades: da Moderna à
Contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2000.]
4. As Alianças: Entente Cordiale [Acordo Cordial, 1904] -
França, Inglaterra, Rússia [saiu em 1917], e após 1915, Itália, EUA, Japão e
mais 18 países; Tríplice Aliança [1882] - Alemanha, Áustria-Hungria, e após
1915 Itália [sairia logo]; mais Turquia e Bulgária.
5. Os conflitos estenderam-se até 1918. O número de mortos
[entre soldados e civis] foi de 9 milhões.
6. Consequências:
degradação dos ideais liberais e democráticos, agitações políticas de esquerda,
crise econômica e desemprego; Tratado de Versalhes, que significou a revanche
da França e a humilhação da Alemanha acusada por toda a Guerra e obrigada a
pagar pesada indenização aos vencedores; formação de outros países, que na
realidade serviriam como escudos para interesses futuros da URSS e
enfraqueceriam as ideias de união dos povos alemães [Tchecoslováquia; Polônia –
reconstruída; Iugoslávia – sob a hegemonia da Sérvia; Áustria; Hungria] e
reconfiguração de outros com a absorção ou perda de territórios.
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