REGRAS PARA A FORMATACÃO
DE TRABALHO
DE TRABALHO
Professor Bruno Uesso Martins
Arte
Arte
2013
I. FORMATAÇÃO
1.1. FORMATO E IMPRESSÃO:
os trabalhos deverão ser digitados em computador, impressos em formato A4 (21,0
cm x 29,7 cm). Ficam à escolha do aluno a cor e a gramatura do papel.
1.2. DIGITAÇÃO
a)
fontes e
espaçamento: tipo de fonte: Arial ou Times New Roman; Corpo da fonte do
texto (tamanho da letra): Títulos: 12 (em negrito, em caixa alta[1]);
Subtítulos: 12 (em negrito, caixa alta e baixa[2]); Corpo
do texto: 12; Citações com mais de três linhas: 10; Indicação do número da página:
10; Cabeçalho e rodapé: 10; Notas de rodapé e legendas: 10. Entre linhas: 1,5
para o corpo do texto e 1,0 para notas de rodapé.
b)
margens: superior
e esquerda: 3 cm; inferior e direita: 2 cm; Citações longas (acima de 3 linhas)
devem ser recuadas 4 cm a partir da margem esquerda do texto.
c)
capa: todas
as informações da capa devem ser digitadas em tamanho 12 e centralizadas: nome
da instituição (letras maiúsculas, próximo à margem superior); título do
projeto (letras maiúsculas, no meio da página, em negrito); nome(s) do(s)
autor(es), nome do curso (letras maiúsculas e minúsculas, meio da página) e ano
(próximo à margem inferior da folha).
d)
folha de
rosto: seguir o mesmo padrão da capa, acrescentando: natureza e objetivo do
projeto e nome do orientador (letras maiúsculas e minúsculas, tamanho 12,
alinhada à margem direita, a 8 cm da margem esquerda) e ano (letras minúsculas,
tamanho 12, margem inferior, centralizado).
e)
texto
expositivo: a apresentação do texto expositivo deverá seguir o padrão
justificado, respeitando sempre o uso dos parágrafos (2 cm). Todo início de
capítulo deverá ocupar uma nova página.
f)
títulos e
subtítulos: títulos e subtítulos devem ser numerados, de acordo com o
apresentado no sumário do trabalho. Para os títulos - letras maiúsculas, em
negrito; Para subtítulos – letras maiúsculas e minúsculas, em negrito.
g)
termos em
língua estrangeira: utilizar a mesma fonte do texto, em itálico. Ex.:
vintage; vernissage; trompe l’oeil, close-up, Pop art, Graphic Novel.
h)
títulos de
obras (obras de arte, publicações, nomes de programas etc): utilizar a
mesma fonte do texto, em itálico observando o uso de maiúsculas e minúsculas.
Ex.:
Guernica; Casa Grande, Senzala; O Universo
da Arte; Castelo Ra-tim-bum.
i)
numeração
das páginas: a paginação deverá ser contada sequencialmente a partir da
folha de rosto, mas numerada a partir do início do texto expositivo (ou seja,
capa, folha de rosto e resumo terão a numeração oculta). A numeração das
páginas deverá ser colocada em algarismos arábicos, no canto superior direito
da folha, em corpo 10, seguindo a mesma fonte escolhida para o texto. A
primeira página a ser numerada é a Introdução. Apêndices e Anexos serão
numerados de forma contínua, dando sequência à paginação do texto.
j)
legendas de
figuras: as imagens do trabalho deverão apresentar boa definição para se
obter uma comunicação eficiente e uma impressão de boa qualidade. Todas as
imagens do trabalho deverão ser acompanhadas de numeração em sequência,
legendadas e fontes consultadas. Cada legenda deverá apresentar o número da
imagem no trabalho (Ex.: Fig. 01, Fig. 02 etc.), seguida de título e
informações a respeito da imagem. Em caso de reproduções de obras de arte, deve
ser apresentada a ficha técnica da obra[3]. Em
caso de fotografias não artísticas, que registrem locais ou situações, elaborar
legenda explicativa. Exemplos:
Fig.
01 - PABLO PICASSO, Guernica, 1937,
óleo sobre tela, 350 x 782cm, Centro de Artes Reina Sofia, Madri.
Fonte:
http://picasaweb.google.com/lh/photo/o5XnmWddKT4n2ZIiRqK7TQ
Figura
02 – Alunos desenham originais em aula no Museu de Zoologia da USP – São Paulo.
O contato com originais de diferentes naturezas pode
tornar o estudo das proporções bastante enriquecedor. Fonte: acervo M.J.
Spiteri
1.3 APRESENTAÇÃO DE CITAÇÕES
A citação refere-se à transcrição literal ou não-literal de um pensamento
expresso em um texto ou em uma comunicação oral. Devem complementar o texto em
desenvolvimento ou ainda trazer um aspecto a ser discutido. Os trechos citados
não devem ficar avulsos, é fundamental que sejam comentados na sequência do
texto.
Podem ser realizadas de forma direta ou indireta. Chamamos de citação direta quando transcrevemos
literalmente as palavras do trecho original e citação indireta quando descrevemos com nossas palavras as ideias
do autor em questão. Em ambos os casos devem ser apresentadas as referências
consultadas, de acordo com as normas da ABNT.
Todos os materiais citados ao longo do trabalho devem constar nas
referências (Vide item 2.3 deste manual).
Há dois sistemas para citações: o sistema
autor-data e o sistema numérico.
No PEC, utilizamos o sistema autor-data (Harvard), onde apresentamos o
sobrenome do autor, a data de publicação do material e a(s) página(s) em que se
encontra o trecho citado.
Nos exemplos a seguir utilizamos um mesmo trecho extraído do livro cenário da Arquitetura da Arte, de Sonia
Salcedo Del Castillo[4]
e o apresentamos diferentes formas de citá-lo.
§ Citação direta com mais de 3 linhas: o
trecho, transcrito na íntegra, é apresentado em corpo 10, recuado 4cm em
relação à margem esquerda do texto e as referências são colocadas no final da
citação, entre parênteses (SOBRENOME DO AUTOR, ano de publicação, número da
página).
Exemplo
Sabemos que
a partir do racionalismo a parede branca tornou-se a fórmula ideal para não
provocar interferências sobre as obras. No entanto, nos últimos anos, apesar de
sua reconhecida neutralidade, outras soluções foram apontadas devido à
monumentalidade imposta aos superespaços, ora transformados, ora criados.
(CASTILHO, 2008, p. 287)
§ Citação direta com menos de 3 linhas: o
trecho, transcrito na íntegra em corpo 12, é incorporado ao discurso. Neste
caso o sobrenome do autor é citado, seguido pelas referências. A citação surge
aqui entre aspas, após o nome do autor e as referências (o ano de publicação e
página) estão entre parênteses. As supressões devem ser indicadas pelo uso de
colchetes. De acordo com a redação, as referências podem colocadas no final da
citação, entre parênteses (SOBRENOME DO AUTOR, ano de publicação, número da
página)
Exemplo 1
Segundo
Castilho (2008, p. 287) “[...] a partir do racionalismo a parede branca
tornou-se a fórmula ideal para não provocar interferências sobre as
obras.[...]”, porém nas últimas décadas essa postura vem sendo revista quando
se trata de espaços expositivos.
Exemplo 2
Embora
a museografia contemporânea admita o uso dos mais diversos recursos como
ambientações (por vezes quase cenográficas), é importante lembrar que “[...] a
partir do racionalismo a parede branca tornou-se a fórmula ideal para não
provocar interferências sobre as obras.[...]” (CASTILHO, 2008, p. 283).
§ Trechos traduzidos pelo autor[5]:
para o caso de se utilizar um texto em língua estrangeira é possível apresentar
uma tradução do mesmo realizada pelo pesquisador, desde que devidamente identificada
e acompanhada da observação “tradução nossa”
Exemplo
O conteúdo de uma pintura
abstrata é aquele intangível conjunto de pensamentos e emoções colocado ali
pelo artista que – em uma situação ideal – pode ser transmitido a um observador
interessado (HELLER, 2002, p. 15 tradução nossa).
§ Citação indireta: neste caso, as idéias
do autor estudado são apresentadas com as nossas próprias palavras, no entanto
é obrigatório citar a fonte consultada. Neste caso a indicação da página
consultada é opcional.
Exemplo
Nas últimas décadas os
espaços expositivos para obras de arte vêm passando por muitas transformações,
inclusive em razão das proporções que as exposições de arte vêm assumindo. Se
em épocas passadas a neutralidade das paredes brancas era considerada ideal
para se exibir uma obra, hoje outras soluções passam a ser admitidas (CASTILHO,
2008).
§ Citação de citação: Em alguns casos
citamos um trecho de um autor que está citado em uma outra publicação, ou seja,
não consultamos a fonte original. Para tais situações utiliza-se a o termo
latino apud, que significa “citado por”.
No exemplo abaixo o autor utilizou um pensamento de Kossoy que havia
sido citado em um texto de Tavares.
Exemplo
“A imagem fotográfica é o que resta do acontecido, fragmento congelado de
uma realidade [...]” (KOSSOY apud TAVARES, 2004, p. 73).
§
Citações
extraídas da internet
Cabem aqui três casos específicos
a)
Artigo ou
texto retirado da internet: caso se desconheça se o artigo foi publicado em
mídia impressa, apresenta-se sobrenome e nome do autor, título e o endereço
eletrônico (entre os sinais < >), precedido da expressão [em:] e a data
de acesso (dia, mês e ano).
Exemplo
Portanto os
jesuítas não criaram um estilo novo de arte, mas o barroco, primeiro grande
estilo internacional adaptou-se desde as terras orientais para onde fora
Francisco Xavier até terras americanas de Manoel da Nóbrega, ambos com
permissão de d. João III, rei de Portugal. Isso quando ainda os inacianos
ensaiavam seus primeiros ensinamentos para um século depois estarem
aconselhando praticamente todas as corte católicas da Europa. (TIRAPELI,
Percival. As Missões Jesuíticas no Cone
Sul. em: <http://www.tirapeli.pro.br/artigos/artigos.htm> acesso em 03 fev. 2012)
b)
Texto
publicado em papel e disponibilizado na internet: caso o texto tenha sido
publicado em mídia impressa indica-se a referência da publicação original
seguida do termo “disponível em”, endereço eletrônico entre < >, e, por último, a data de acesso (pois a
página pode mudar).
Exemplo
Da vinda de
Lasar Segall, com a introdução das artes ditas modernas no Brasil, ao Grupo
Paulista Casa 7, o Brasil tem uma ampla tradição de diálogo com a Europa no
século XX. Se o pintor nascido na Lituânia teve atuação importante nos
primeiros anos do modernismo, trazendo o expressionismo ao país, os jovens
artistas plásticos paulistas da década de 1980 não só absorvem as tendências
internacionais como exportam a sua arte. (TIRAPELI, P. ; DAMBROSIO, O. . A
internacionalização da arte paulista : a construção dos ismos na cidade. In:
AICA Congress São Paulo :
SESC SP, 2007.
v. 1.
p. 497-526. Disponível
em:
<http://www.tirapeli.pro.br/artigos/artigos.htm> acesso
em 03 fev. 2012)
c) Para textos sem
autoria utiliza-se como referência o próprio site.
Exemplo
O termo
sítio específico faz menção a obras criadas de acordo com o ambiente e com um
espaço determinado. Trata-se, em geral, de trabalhos planejados - muitas vezes
fruto de convites - em local certo, em que os elementos esculturais dialogam
com o meio circundante, para o qual a obra é elaborada. Nesse sentido, a noção
de site specific liga-se à idéia de arte ambiente, que sinaliza uma tendência
da produção contemporânea de se voltar para o espaço - incorporando-o à obra
e/ou transformando-o -, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou
áreas urbanas.
(
em:<http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?f
useaction=termos_texto&cd_verbete=5419&lst_palavras=&cd_idioma=2855
5&cd_item=8> acesso em 03 fev. 2012)
As referências de endereços eletrônicos podem também ser apresentadas em
nota de rodapé.
§ Para
outros casos, sugere-se consultar diretamente a NBR 10520, Norma Brasileira
publicada pela ABNT em 2002.
1.4 APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS
Ao final do texto expositivo devem ser apresentadas as referências
completas de todos os materiais que serviram de referência e que foram citados
no texto. As referências devem ser em organizadas por tipo (livros, sites,
DVDs...) e em ordem alfabética por sobrenome de autor.
Indicamos aqui algumas orientações para a apresentação de referências. Os
casos aqui apontados são alguns dos mais frequentes, todavia, havendo dúvidas,
deve-se consultar a normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas).
a) Livros
A estrutura básica para a
apresentação de referências de livros é:
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do Livro. Cidade em que foi
publicado:
Editora, ano da publicação.
Exemplo:
KRAUSS, Rosalind
E.. Caminhos da escultura moderna.
São Paulo: Martins Fontes, 1998.
§
Reedição
de livro
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do Livro. Numero da edição.
Cidade em que foi publicado: Editora, ano da publicação.
Exemplo:
ARNHEIM,
Rudolf. Arte e percepção visual – uma
psicologia da visão criadora. 8ª.
ed. São Paulo: Pioneira, 1994.
§
Um livro
com dois autores
Apresentar os dois nomes (indicados
pelos sobrenomes), separados por ponto e vírgula.
Exemplo:
VANOYE, Francis;
GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a
análise fílmica.
Campinas:
Papirus, 1994.
§
Capítulos
de Livros
SOBRENOME, Nome do autor. Título do
capítulo. In: SOBRENOME do organizador, iniciais do(s) pré-nome(s). Título da obra. Cidade em que foi
publicado: Editora: ano da publicação. páginas inicial e final.
Exemplo:
ALMEIDA, Claudia
Zamboni de. As relações arte/tecnologia no ensino da arte. In: PILLAR, A. D.
(org.). A Educação do olhar no ensino
das artes. 2ª. ed.
Porto Alegre:
Mediação,1999. p. 72-84.
b)
Artigo de Revista
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do
Artigo. Nome do Periódico. Editora,
Cidade em que foi publicado, volume, número, página inicial-final, mês.ano da
publicação.
Exemplo:
SIMÕES,
Alessandra. Fotografia – realidades manipuladas. Fundação Bienal de São Paulo. Revista Bien’Art, São Paulo, n. 17, p.
34-39, 2006.
Caso a matéria não seja assinada,
apresentar as referências a partir do título do artigo, sendo a primeira
palavra do título em maiúsculas. O mesmo se aplica a artigos de jornais
impressos ou publicados em meio eletrônico (internet).
Exemplo:
AS MULATAS e os
Brasis de Di Cavalcanti. A & D. Editora Abril, São Paulo, n.
212, p. 26, set.
1997.
c) Artigo de Jornal
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do
Artigo. Nome do Periódico, Cidade em
que foi publicado, dia mês. Ano, caderno, página inicial-final.
Exemplo:
MARTI, Silas.
MASP vai do Modernismo à Arte Contemporânea. Folha de São Paulo, São Paulo, 27 fev.2008, Ilustrada, E4.
d) Tese ou Dissertação
SOBRENOME, Nome do autor. Título. tipo (grau) - instituição de
defesa, cidade, ano.
Exemplo:
PASSOS, Maria
José Spiteri Tavolaro. A poética visual
no processo criativo de Antonio Lizárraga: Quadrados em Quadrados.
Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) - Instituto de Artes, Universidade
Estadual Paulista - UNESP, São Paulo, 1999.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do
Artigo. Nome do Periódico. Cidade em
que foi publicado (se houver), mês, ano. Seção, volume, número. Disponível em:
<http://endereço>. Acesso em: dia mês. ano.
Exemplo:
IKEDA, Marcelo.
Do MAM ao emule: as transformações do acesso a filmes e o cinema contemporâneo.
Etcetera: revista eletrônica de arte e
cultura. Verão, 2008. Sessão Cinema, n. 22. Disponível em:
<http://www.revistaetcetera.com.br/22/marcelo_ikeda/index.html>.
Acesso em:
29 jan. 2009.
f)
Imagens em Movimento (filmes e vídeos)
Este tópico inclui filmes, fitas de
vídeo, DVD e outros.
TÍTULO: subtítulo (se houver).
Créditos (diretor, produtor, elenco relevante, roteirista e outros). Local:
Produtora, ano. especificação do tipo de suporte em unidades físicas (fita de
vídeo, DVD CDROM), (tempo de duração), color/pb.
Exemplo:
BLADE RUNNER.
Direção de Ridley Scott. Produção de Michael Deeley. Intérpretes HarrisonFord,
Hutger Hauer, Sean Yang e outros. Roteiro: Hampton Fancher e David Peaples.
Música: Vangelis. Los Angeles. EUA: Warner Brothers, 1991. 1 DVD (117 min), color.
[1]
Caixa alta: Letras maiúsculas.
[2]
Caixa baixa: Letras minúsculas.
[3] AUTOR, título (quando não
existir deve-se atribuir uma denominação [Sem
Título], entre colchetes), data e características físicas (especificação do
suporte e dimensão), local onde se encontra.
[4] CASTILLO, Sonia Salcedo
del. Cenário da Arquitetura de Arte: montagens e espaços de exposições. São Paulo: Martins, 2008.
[5] Trecho extraído de HELLER, Nancy G.
Why a painting is like a pizza: a guide
to understanding and enjoying modern art. Princeton: Princeton
University Press, 2002.
[6] A Internet nem sempre é
uma fonte confiável de informações. Somente devem ser utilizadas fontes cuja
autoria seja orientada e confiável, seja ela institucional ou pessoal.

E. E. PROFESSOR WOLNY CARVALHO RAMOS
|
TÍTULO DO TRABALHO
NOME (s) DO(s)N ALUNO (s)
SÉRIE
ANO
|
E. E. PROFESSOR WOLNY CARVALHO RAMOS
TÍTULO DO TRABALHO
NOME(s) DO(s) ALUNO(s)
SÉRIE
Trabalho
apresentado como exigência parcial da disciplina de arte, sob orientação do
Prof. Bruno Uesso Martins.
ANO
|
|
TÍTULO DO TRABALHO
Nome(s) do(s) aluno(s)
RESUMO
A
leitura de ícones dentro da religião católica era um habito e justificava a
presença da imagem pictórica ou escultórica dentro da igreja. Essa leitura, que
era tão comum, caiu em desuso com o passar do tempo e com a alfabetização dos
indivíduos, que passaram a ler as palavras escritas e deixaram de ler os
ícones.
O
objetivo dessa pesquisa é retomar a habilidade de leitura iconológica dentro de
uma igreja católica e apresenta-la, passo-a-passo, tendo como objeto de estudo
a imagem de Nossa Senhora das Graças, presente na Igreja de São Rafael, situada
no bairro da Mooca, em São Paulo.
Durante
a pesquisa in loco, notamos que os frequentadores da igreja distinguiam as
imagens lendo os nomes, que em alguns casos estão gravados aos pés das imagens,
ou com a ajuda de algum fiel mais velho ou mesmo da autoridade religiosa que
estiver presente.
Esse
trabalho tem como base estudos de livros, sites, artigos, pesquisa com populares
e com membros da igreja. As principais referências bibliográficas para a
pesquisa são de Erwin Panofsky, Alberto Manguel e São João Damasceno.
A
leitura do ícone é importante para o entendimento da cultura cristã e das artes
sacras. O ícone transmite a todo o momento a história daquele que foi
retratado, e devemos ser capazes de lê-las para entender o potencial da arte
sacra como transmissora de informação, e não apenas como decoração ou objeto de
adoração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário